O Paraná estima produzir 3,89 milhões de toneladas de mandioca na safra 2012/13, volume 1% maior se comparado ao ciclo anterior. Em área, de acordo com o último levantamento realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o total destinado para o plantio do tubérculo foi de 174 mil hectares, 9% a mais do que no período 2011/12. Em produtividade, a média deste ciclo deverá ficar em 22,3 mil quilos por hectare, contra 24,3 mil quilos por hectare registrado na safra anterior.
Marcelo Garrido, economista do Deral, explica que a menor produtividade neste ano se deve a fatores climáticos adversos, que atingiram as principais regiões produtoras. Mesmo com os contratempos, o técnico explica que os produtores estão comemorando porque houve um acréscimo no pagamento pela produção. Em fevereiro, mês do último balanço divulgado pelo Deral, o valor pago pelo quilo do produto ao agricultor foi de R$ 0,68, contra R$ 0,66 referente ao mesmo período do ano passado.
A última análise do setor divulgada no ano passado por Methodio Groxko, economista do Deral responsável pela cultura, apontou que após vários anos ocupando a terceira colocação no ranking nacional de produção de mandioca, nas duas últimas safras o Paraná conquistou a segunda posição, ficando somente atrás do Pará, maior estado produtor do País. A indústria ainda lidera o mercado consumidor do tubérculo no Estado, concentrada principalmente na região Noroeste do Paraná, maior polo de produção da cultura.
Ao todo, 70% da produção estadual está concentrada nos núcleos regionais de Paranavaí, Campo Mourão, Umuarama e Toledo. Como já foi mencionado pela FOLHA em outras reportagens, a principal dificuldade do setor, ainda de acordo com o relatório do Deral, continua sendo a falta de mão de obra e também a necessidade de ferramentas específicas para uso no plantio e colheita. De acordo com a análise de Groxko, a mão de obra representa uma variação de custo de produção de 50% e 60%. A média do número de trabalhadores em uma lavoura de mandioca no Paraná é de 0,2 homens por hectare ano.

Brasil
Segundo informações do Deral, o Brasil continua entre os maiores produtores do tubérculo do mundo, ficando em segundo lugar no ranking mundial com um volume de 26 milhões de toneladas. Hoje, a participação brasileira no mercado mundial do tubérculo é de 11%. De acordo com a análise do Deral, a produção segue estagnada em todo o País. O motivo se dá pela substituição do consumo de mandioca pelas rações balanceadas na suinocultura, mudança nos hábitos alimentares com maior demanda pelos produtos a base de trigo, entre outros.

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