Paraná deve produzir 24,5 milhões de caixas de laranja
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terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Ricardo Maia<br>Reportagem Local 
A colheita da safra de laranja no Paraná está terminando com bons resultados. Até agora, segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Estado já colheu 90% de uma área de produção estimada em cerca de 25 mil hectares. Paulo Andrade, engenheiro agrônomo do Deral, aponta que o Paraná deverá produzir neste ano 24,5 milhões de caixas da fruta, 5,5 milhões a mais se comparado à safra anterior.
Segundo José Croce Filho, fiscal agropecuário da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), especialista em citricultura, o Estado deve produzir mais neste ano porque muitos pomares jovens entraram em produção no atual ciclo.
Otacílio Campiolo, produtor de laranja na região de Rolândia (Norte), está otimista com a colheita. Estimada para terminar em janeiro, ele prevê uma produção de 1,7 mil toneladas de laranja, volume semelhante ao da safra anterior. "Nesse ano tive uma boa florada", comemora o citricultor que possui 23 mil pés de laranja. Campiolo completa que no decorrer da safra só teve pequenos problemas com o greening, mas nada que prejudicasse a sua boa expectativa de produção e produtividade.
Em relação aos preços, Croce Filho destaca que a margem de lucro do citricultor paranaense ainda continua muito baixa. Em média, o produtor tem recebido entre
R$ 9,50 e R$ 10 a caixa de 40,8 quilos, enquanto o custo de produção tem girado em torno de R$ 8 a caixa. "O lucro é muito baixo porque o setor tem muitos riscos.
Qualidade
A qualidade das frutas dos pomares paranaenses estão dentro dos padrões estabelecidos pelo mercado, avalia Croce Filho. Segundo ele, as frutas estão apresentando uma boa coloração e dentro dos parâmetros de sabor exigidos tanto pela indústria, quanto pelo mercado de frutas de mesa. Atualmente, 95% da produção paranaense é voltada para a produção industrial e 5% para fruta de mesa.
Nesta safra, lembra Croce Filho, o cancro cítrico e o greening foram as duas principais preocupações do citricultor. No Noroeste do Estado, maior polo de produção da fruta, o índice de plantas infectadas pelo greening da última safra para esta passou de 1% para 2%. Na região Norte, o índice migrou de 2% para 3% de árvores contaminadas pelo Huanglongbing (HLB), nome oficial da doença.
"Poderíamos ter produzido bem mais se não fossem essas doenças", lamenta o fiscal da Adapar. Ele recomenda que o produtor faça sempre o controle dessas moléstias por meio de um constante monitoramento de área. Croce Filho completa que, no caso de uma infestação por greening, toda planta com o foco da doença deve ser erradicada. "A Adapar tem realizado uma fiscalização forte para tentar reduzir a proliferação de doenças na citricultura", destaca.
Outro plano desenvolvido pela instituição é a entrega do relatório de inspeção da área no monitoramento do psilídeo, inseto transmissor do HLB. Croce Filho lembra que os produtores têm até o dia 15 de janeiro para fazer o relatório de inspeção referente ao segundo semestre de 2013, que pode ser entregue em qualquer unidade da Adapar. O produtor que não cumprir com a exigência pode ser autuado.


