O Paraná deve cair do 4º para o 5º lugar no ranking de produção nacional de café este ano. As projeções são do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) que estima queda em pelo menos 1 milhão de sacas. No ano passado foram colhidas 2,5 milhões de sacas. Minas Gerais é o maior produtor.
De acordo com o agrônomo do Deral, Paulo Sérgio Franzini, que é também secretário executivo da Câmara Setorial do Café do Paraná, a queda de produtividade deve ocorrer em razão do café ter a característica do ciclo bianual - um ano produz mais e em outro menos. ''Por isso, a produção deste ano é mais baixa, sem contar que as chuvas excessivas em janeiro e a seca em fevereiro deste ano devem causar danos à qualidade''. Outro aspecto, segundo ele, é que, em razão do ciclo, os produtores investiram menos em tenologia (adubação e controle fitosanitário).
Na década de 60, o estado chegou a produzir 22 milhões de sacas, numa área de 1,1 milhão de hectare. O perfil hoje é de pequenos produtores que têm pouca possibilidade de participar do binômio - soja/trigo. De 1995 para cá, pelo menos 40% das lavouras substituiram o plantio convencional pelo sistema adensado (maior número de plantas por área), que melhora a produtividade. (V.B.)

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