Paraná deve buscar novos mercados para exportar
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segunda-feira, 10 de junho de 2002
Rosana Félix<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Para aumentar a participação das micro e pequenas empresas paranaenses e brasileiras nas exportações, que hoje não passa de 2%, é preciso buscar novos mercados e parar de insistir nos parceiros tradicionais, como Estados Unidos e Argentina. Essa é a avaliação da gerente especial da Agência de Promoção às Exportações (Apex) e ex-ministra do Trabalho Dorothéa Werneck, que participou ontem em Curitiba do I Simpósio de Comércio Exterior.
Um mercado com bastante potencial para ser explorado é o da Rússia. De acordo com Dorothéa, até meados de 2000 o Brasil não exportava praticamente nada de suínos para aquele país. No ano passado, o mercado russo foi o principal comprador de carne de porco brasileira. As exportações de aves também foram citadas como um exemplo de sucesso. As vendas se concentram no Leste Europeu e Rússia, mas o importante é que estamos saindo do frango inteiro para exportar carne em pedaços, que tem maior valor agregado, disse.
O Estado pode se beneficiar com o aumento das exportações de açúcar, que é o principal produto importado pela Rússia. De acordo com o presidente da Câmara de Comércio Brasil-Rússia, Gilberto Ramos, a cota de importação de açúcar na Rússia vai aumentar de 3,6 milhões de toneladas para 3,95 milhões de toneladas neste ano. Vamos aumentar a corrente bilateral de comércio, principalmente por causa do açúcar, afirmou. No ano passado, as trocas comerciais entre os dois países atingiram US$ 1,58 bilhão.
O diretor da India Trade Promotion, Dalel Sigh, disse ontem que o empresariado brasileiro sabe que a Índia tem bons produtos e de baixo preço, e que os negócios entre os dois países também devem aumentar. No ano passado, a Índia exportou para o Brasil US$ 542 milhões e importou US$ 285,2 milhões.


