Paraná define propostas para assistência técnica
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sexta-feira, 16 de março de 2012
Victor Lopes <br> <br> Reportagem Local 
Terminada a 1 Conferência Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), que aconteceu esta semana em Curitiba, a expectativa agora fica em levar as reivindicações do Estado para a Conferência Nacional sobre o assunto, que acontece entre os dias 23 e 27 de abril, em Brasília. É lá que serão propostas as diretrizes para o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural - Pronater - de cada um dos 26 Estados da Federação e definidas a metodologia, enfoque e também os recursos que serão destinados ao setor em todo o País.
De acordo com Miriam Fuckner, assistente social da área de desenvolvimento e inclusão social do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a tônica principal da conferência paranaense foi a discussão em torno da gestão, financiamento, demanda e oferta dos serviços de Ater no Estado. ''Ficou claro que necessitamos da criação de um sistema de Ater fortalecido, uma instituição que consiga integrar tanto entidades governamentais quanto não governamentais'', explica Miriam.
Em Brasília, a expectativa é que os 40 delegados eleitos nesta semana em Curitiba e que representarão o Estado na Conferência Nacional possam discutir um plano sobre a criação de fundos e avaliar os recursos que serão disponibilizados para a evolução de Ater. ''Vamos para lá auxiliar na elaboração de um plano de ações para o Pronater. Não existe um prazo para o plano ser concluído, mas acreditamos que a elaboração dele deve ser feita de forma imediata, logo após a Conferência Nacional''.
Outros temas importantes que foram discutidos em Curitiba tratam sobre as ações de Ater para um desenvolvimento rural sustentável (ações ambientais e sociais), políticas para atender povos e comunidades tradicionais na área agrícola e reforço das políticas públicas acerca do assunto.
Durante o evento, o secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, lembrou que o governo do Estado ''tem o desafio'' de contratar pelo menos 500 novos profissionais para preparar a estrutura do Instituto Emater para atender, entre outras demandas, as políticas públicas de assistência técnica e extensão rural que serão definidas na Conferência Nacional.
Já o representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Arnoldo Anacleto de Campo, disse que a pasta deverá ter um orçamento recorde para executar a assistência técnica. Para Campos, é importante incluir técnicas que ajudem o agricultor a se organizar economicamente, de forma competitiva, criar novas cooperativas e ampliar a produção de alimentos com certificação, além de ampliar a comercialização. Em 2011, o MDA destinou R$ 11,5 milhões para Ater no Estado.



