Curitiba - O Brasil fechou o ano passado com quase 262 milhões de linhas ativas na telefonia móvel e com um crescimento de 19,5 milhões de novas habilitações em relação ao ano anterior. Os dados foram divulgados ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No Paraná, o número de linhas atingiu 14,266 milhões no ano passado. Em 2012, foram criadas 1,077 milhão de novas linhas, o que representou um crescimento de 8,17% em relação a 2011.
De acordo com informações da própria Anatel, o crescimento do mercado de telefonia celular está relacionado ao barateamento dos aparelhos e dos chips e com o aumento da renda da população. No Brasil, o crescimento da base de assinantes também foi de 8%. No País, os usuários que fazem uso do modelo pré-pago representam 80,5% das linhas e os pós-pagos 19,5%.
No Paraná, as linhas pré-pagas também são a maioria e atingem 11,204 milhões ou 78,54% do total. As linhas pós-pagas chegam a 3,062 milhões e representam 21,46% do montante geral.
A Tim fechou o ano na liderança do setor no Estado, com 50,93% do total de linhas o que equivale a 7,265 milhões de clientes. Na segunda posição está a Claro com 2,699 milhões de linhas e 18,92% do total. Na sequência aparecem a Vivo com 2,559 milhões de linhas (17,94%), a Oi com 1,672 milhões de usuários (11,72%) e a Sercomtel com 69.507 clientes (0,49%).
No País, a Vivo lidera com 29,1% do mercado, seguida da Tim (26,9%), Claro (24,9%) e Oi (18,8%). Na lista dos estados com maior número de celulares, o Distrito Federal ocupa o primeiro lugar no ranking, com 2,2 celulares para cada habitante. No Paraná, a proporção é de 1,4 celular por habitante, já que o Estado possui 10,439 milhões de pessoas.
No ano passado, os problemas na área de telefonia foram intensos no País. Por isso, a Anatel cobrou das operadoras um plano de ação para a melhora dos investimentos no setor em função de problemas como completamento de chamadas, queda de ligações e interrupção de serviço. Segundo a agência reguladora, as empresas de telefonia celular apresentaram os planos que estão sendo acompanhados de forma criteriosa. Além disso, foram intensificadas as reuniões com as operadoras.
O professor de direito empresarial e do consumidor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Carlos Eduardo Hapner, disse que, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, quando há excesso de linhas e estrutura física incompatível, as empresas devem assumir os danos causados ao consumidor, inclusive os possíveis danos morais gerados. O código ainda exige que os serviços prestados pelas empresas sejam compatíveis com a publicidade divulgada pelas operadoras. (Com Folhapress)

Leia Também:

- ENQUETE - Você viveria sem celular?

mockup