Paraná cria 15,8 mil empregos em fevereiro
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quarta-feira, 20 de março de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
O Paraná teve o segundo melhor fevereiro no saldo de empregos desde 2003, com 15.857 carteiras assinadas. O número é menor apenas do que as 19.801 do mesmo mês de 2011, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, o que reflete a boa expectativa para a produção rural deste ano, depois da quebra de safra de 2012. No País, o saldo foi de 123.446 novos postos de trabalho, 18% a menos do que no ano passado e a menor quantidade desde os 9.179 de 2009, ano seguinte ao estouro da crise econômica mundial.
Terceiro estado no saldo de empregos, atrás de São Paulo (47.769) e Rio Grande do Sul (17.087), o Paraná apresentou retração apenas na construção civil, com redução de 260 vagas. Enquanto o Brasil teve quedas no comércio, com os ajustes após o fim de ano, e na agropecuária, pela entressafra, o Estado teve crescimento nos dois setores, com 1.012 e 710 carteiras assinadas, respectivamente.
Para o economista Roberto Zurcher, da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), os números apontam para o início da recuperação econômica, principalmente no Estado. "O mês de fevereiro mostra isso, mas é bom esperar março, porque o início de ano tem muita oscilação por questões sazonais."
Ele diz que problemas de quebra de safra no ano passado prejudicaram o Estado, que gera um efeito em cadeia sobre a renda de outros setores. "A indústria de alimentos e a que fornece equipamentos e insumos para o campo são movidas pela agricultura, mas também há impacto no comércio, por exemplo, porque o produtor está com mais dinheiro no bolso", afirma. O economista Francisco Castro, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), completa que a previsão de supersafra no Estado leva a um crescimento da indústria, que gera mais serviços e comércio.
Nos municípios com mais de 30 mil habitantes no Paraná, todos tiveram crescimento no saldo de contratações em relação às demissões. Zurcher considera reflexo da expansão econômica por todo o Estado, causada pela agricultura. "Todas as regiões paranaenses têm boa atividade agrícola", diz. Entre os três primeiros, Curitiba criou 3.654 vagas, Londrina, 1.799 e Maringá, 1.347.
Zurcher lembra ainda que o mês costuma ter demissões no comércio, mas que há contratações para lojas de um grande shopping que será inaugurado em Curitiba que também refletiram positivamente nos números regionais. Segundo Castro, a tendência é que o cenário de emprego siga aquecido ao longo do ano. "Essa supersafra de grãos tende a fazer a recuperação econômica perdurar no Paraná."
No País
O Brasil teve expansão de 0,31% no estoque de assalariados com carteira assinada em relação a janeiro. No acumulado do ano, há um acréscimo de 170.612 empregos, ou 0,43% do que no fim de 2012. Apesar dos resultados abaixo do início de 2012, o Ministério do Trabalho e Emprego considera que o resultado pode assinalar "uma reação do mercado de trabalho", principalmente no setor de serviços. O setor teve desempenho tímido no ano passado, mas teve mais de 82 mil novos postos em fevereiro em todo o País. (Com Folhapress)



