Paraná cresce bem mais que a média nacional
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segunda-feira, 20 de maio de 2013
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
Enquanto o Brasil cresceu apenas 1% no primeiro trimestre deste ano, o crescimento do Paraná foi de 2,4%. A estimativa foi divulgada ontem pelo Itaú Unibanco e a comparação, em ambos os casos, é com o último trimestre de 2012. O índice é calculado pela instituição financeira a partir dos dados de produção industrial, vendas no varejo e emprego formal. A divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) oficial do primeiro trimestre será feita dia 29 pelo Banco Central.
Entre os estados para os quais o Itaú Unibanco fez projeções, a do Paraná é a maior. Na outra ponta, está o Espírito Santo, com retração de 2,7%. A instituição confirmou ainda a revisão de crescimento do PIB brasileiro para 2013, de 3% para 2,8%, e de 2014, de 3,5% para 3,3%, em relação à estimativa anterior, divulgada em fevereiro.
No documento de ontem, o Itaú Unibanco informou esperar uma recuperação moderada da atividade econômica e relatou que a produção industrial ainda cresce menos do que o esperado, com fortes oscilações positiva em janeiro, e negativa, em fevereiro. O banco informou ainda que o investimento deve ser o destaque no primeiro trimestre, mas que "os índices de confiança em níveis baixos sugerem que crescimento à frente deve ser menor".
Para o economista Roberto Zurcher, da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a boa safra faz toda a diferença no Paraná. "Ela influencia positivamente todos os negócios no Estado", afirma. Em relação à situação nacional, ele diz que a sensação de que a economia não responde como o desejado se espalha rapidamente entre os economistas e o empresariado. "Não foi apresentada nenhuma novidade em termos de incentivo à atividade produtiva. Há uma sensação de inflação em crescimento", afirma.
Apesar disso, ele considera razoável o crescimento do PIB próximo de 3% se confirmado ao final do ano. "(2,8%) é quase três vezes mais que no ano passado (quando o PIB cresceu apenas 1%)", destaca. "Se chegar a isso será um crescimento muito menor do que outros países emergentes, mas ainda será melhor do que para a Europa e para os Estados Unidos", complementa.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan, a cidade e o Paraná vivem um bom momento. "Em Londrina, com o novo governo (do prefeito Alexandre Kireeff), estamos recuperando a estabilidade perdida e a confiança do mercado está maior. Da mesma forma, o governo do Estado tem incentivado o desenvolvimento do Paraná", ressalta.



