Curitiba - O consumo de energia elétrica no Paraná aumentou 0,8% no primeiro semestre de 2002 em relação ao mesmo período do ano passado. O setor que teve maior aumento de consumo foi o industrial, que utilizou 4% a mais de energia do que nos primeiros seis meses de 2001. O setor rural também teve uma grande alta no consumo, de 3,5%. Os dados são da Companhia Paranaense de Energia (Copel).
As áreas que tiveram redução de consumo foram a residencial (-3,3%) e a comercial (-0,5%). De janeiro a junho deste ano, a Copel comercializou 8,675 milhões de megawatts-hora, contra 8,610 milhões de MWh dos primeiros seis meses do ano passado.
Especificamente em junho, o mercado paranaense consumiu 1,449 milhão de MWh, com crescimento de 6% em relação aos 1,367 milhão consumidos no mesmo mês de 2001. Na comparação específica de junho, todos os segmentos do consumo apresentam números positivos. O desempenho do setor industrial apresentou um crescimento de 8,6%, o comércio de 5,4%, o residencial de 3,5% e o rural de 8,1%.
Segundo a Copel, o desempenho do mercado, principalmente o verificado em junho, revela uma tendência de retomada dos níveis de consumo anteriores ao racionamento, avalia o diretor comercial da Copel Distribuição, Francisco Meyer.
O racionamento durou nove meses, de junho de 2001 a fevereiro de 2002. Embora não tenha sido atingido de forma direta pelas medidas de redução dos gastos de energia, o mercado paranaense também se retraiu, refletindo os apelos das autoridades para uma racionalização espontânea do uso de energia.
A Copel, de acordo com os dados oficiais, encerrou o mês de junho totalizando 2.972.028 ligações atendidas diretamente em todo o Estado, com uma expansão de 2,8% na sua base de clientes em comparação a 30 de junho de 2001.
Já o crescimento de 4% que o setor industrial apresentou no balanço do semestre foi puxado, principalmente, pela construção civil (aumento de 29,3% no período). Refino de petróleo vem em segundo lugar (com 10%). A indústria de transformação como um todo cresceu 3,5% e dentro deste item os que apresentaram melhores desempenhos foram os setores de produtos alimentares (3,2%) e madeira (3%).
No balanço específico do mês de junho, os setores que mais contribuíram para o crescimento do setor industrial foram química (15,9%), papel, papelão e celulose (15,8%) e material de transportes (13,5%).

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