Nos sete primeiros meses do ano, o Paraná aumentou em 76,77% o volume de compras no exterior, em relação ao mesmo período de 2007, alcançando a marca de US$ 8,267 bilhões. Somente em julho, as importações registraram US$ 1,668 bilhões. O valor importado já é maior que todas as importações anuais até 2006, segundo análise do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Na avaliação do economista da Fiep, Roberto Zucher, por enquanto não haverá um saldo comercial negativo, mas a balança pode mudar em dois anos por uma questão de tendência. ‘‘As contas poderão empatar. No momento, apesar do câmbio desfavorável à exportação, o Paraná ainda vem aumentando as vendas, o que demonstra competitividade’’, analisa.
  Ainda segundo dados da Fiep, as exportações também apresentaram alta, porém em um ritmo mais lento que as importações, em 38,96% dejaneiro a julho de 2008. O saldo de US$ 9,452 bilhões, representa um superávit de US$ 1,185 bilhões no ano.
  O Complexo Soja impulsionou as importações, aumentando em 430,21% seu volume de compras. Deste grupo, 32% correspondem à importação de óleos. Ao mesmo tempo, o grupo lidera as exportações paranaenses, com 33,05% de participação nas vendas para o exterior, tendo se expandido 107,58% nos sete primeiros meses deste ano. A comparação demonstra que o Paraná permanece exportando soja in natura e importando produtos beneficiados, mas ainda exportamos 57% de produtos industrializados.
  Quando convertido para Reais, o aumento das exportações do Paraná no período pesquisado se reduz para 15,62%, considerado o câmbio mensal médio divulgado pelo Banco Central. Na conversão para o euro, levando em conta o montante destinado à Comunidade Européia (um terço do volume exportado), a expansão da receita é de 21,99%.
  De janeiro a julho de 2008, os três grupos de produtos mais exportados pelas empresas paranaenses foram, além do Complexo Soja (participação de 33,05%), Material de Transportes (15,18%) e Carnes (12,24%). Nas importações, lideram Petróleo e Derivados (25,02%), Produtos Químicos (24,21%) e Mecânicos (10,47%).
  Na avaliação das importações por categoria de uso, o maior aumento se deu na categoria Bens de Consumo, que cresceu 86,50% nos últimos 12 meses (agosto de 2007 a julho de 2008). Para Zucher, os bens de consumo representam uma ameaça aos produtos nacionais por já terem o valor agregado embutido, mas em contra partida, pesam apenas 12% na pauta de importações. A atenção maior, segundo ele, estão nos bens de capital – máquinas e equipamentos –, que cresceram 44,8% e representam 18% da pauta. Neste ano, o maior incremento, no entanto, se deu em Combustíveis e Lubrificantes (especialmente óleo bruto de petróleo), que cresceu 122,14% e abocanha em 65% no volume de importações, impulsionada pelas refinarias de Araucária (Região Metropolitana de Curitiba).

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