Paraná Citrus inicia a moagem da safra
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de julho de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
A Paraná Citrus, a única fábrica paranaense de suco concentrado e congelado de laranja, situada em Paranavaí, começou esta semana a moagem da safra deste ano. A expectativa é que sejam processadas 6 milhões de caixas de 40,8 quilos no período que vai deste mês de julho a janeiro do próximo ano. Indústria espera produzir 18 mil toneladas de suco concentrado. Em 1999, foram processadas 16 mil toneladas de suco. Cerca de 95% da produção se destina ao mercado europeu.
Segundo o superintendente da fábrica, Antonio Ailton Basso, do montante esperado, 5 milhões de caixas serão produzidas pelos citricultores localizados naquele município e região e 1 milhão de caixas virão dos produtores ligados à cooperativa Corol, sediada em Rolândia, no Norte do Estado.
Ele destacou que 40% da produção já se encontra em condições de colheita e que os citricultores têm até o dia 10 deste mês para formalizar os contratos de entrega da safra com a indústria. Hoje a Paraná Citrus pagaria ao produtor entre R$ 2,88 e R$ 3,29 a caixa, segundo o superintendente. Ele adiantou ainda que quem não fechar o contrato até aquela data ficará sujeito ao preço de portão, o qual, normalmente, poderá ser bastante inferior.
O valor oferecido pela Paraná Citrus, de acordo com o superintendente, é bastante vantajoso quando comparado à realidade paulista, onde as indústrias, além de não estarem mais fazendo contratos, estabeleceram um preço de R$ 1,70 a 1,80 pela caixa.
Conforme Basso, a Paraná Citrus precisa conhecer o volume a ser entregue para planejar o esmagamento ao longo dos próximos meses. A empresa, segundo informou, teria condições de processar entre 25 e 28 mil caixas por dia.
Por outro lado, a empresa está efetuando o pagamento remanescente da última safra, de 30 centavos de dólar por caixa e, até a última sexta-feira, 50% dos produtores que entregaram na última safra já haviam retirado o dinheiro. No total, a Paraná Citrus, que pertence à Cocamar, está desembolsando cerca de US$ 800 mil.
Na região de Paranavaí, cerca de 220 citricultores cultivam 7 mil hectares de pomares.
Pedágio Em São Paulo a Associação Brasileira de Exportadores de Citrus (Abecitrus) está negociando uma forma de redução ou desconto no preço dos pedágios. Enquanto os demais setores do agribusiness negociam forma de compensar o aumento de 13,87% na tarifa entre uma cadeia produtiva, a indústria da laranja se sente mais atingida por ter uma frota própria. Nos demais setores, como no caso do açúcar, por exemplo, que também depende essencialmente dos embarques no Porto de Santos, a frota é terceirizada. Ainda no caso do setor sucroalcooleiro já existe acordo entre as concessionárias de rodovias para abater a limpeza das pistas, feitas pelas usinas, do transporte da cana.


