O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) ampliou o volume de recursos repassados ao Paraná em 2005. No primeiro quadrimestre, o total de créditos liberados para o setor produtivo paranaense foi de R$ 940 milhões. De acordo com a diretoria de Captação e Fomento do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), o volume de financiamentos para indústria, comércio e serviços do Paraná foi o maior da Região Sul.
''De cada R$ 100 liberados ao setor industrial da Região Sul, R$ 44,00 foram aplicados no Paraná'', informa o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures. O banco liberou R$ 343 milhões para o Paraná, R$ 143 milhões para Santa Catarina e R$ 290 milhões para os gaúchos.
O diretor de Captação e Fomento da Fiep, Luiz Virgílio Macedo, acrescenta que os empresários paranaenses estão na contramão da tendência nacional. Entre janeiro e abril, a média nacional de financiamentos do Bndes caiu 2%, em relação aos primeiros quatro meses de 2004. No Paraná, foi o inverso. As empresas captaram 1,16% a mais neste ano para modernização de maquinário, estrutura e capital de giro. ''Os empresários paranaenses passaram a conhecer melhor a linhas de financiamento e, por isso, está havendo maior captação de créditos'', justificou.
Segundo o diretor, houve crescimento dos financiamentos principalmente em áreas onde o Sistema Fiep tem atuado com consultorias e serviços, com é o caso da implantação de Arranjos Produtivos Locais. ''No caso das indústrias de confecção, vestuário e acessórios, o volume de recursos liberados neste primeiro quadrimestre representa 80% de tudo o que foi obtido no ano de 2004'', informa Macedo.
As áreas que mais captaram créditos para financiamento, em relação ao acumulado do ano passado, foram as indústrias de equipamentos para transportes, confecção e vestuário, informática e editorial e gráfica. ''Estas áreas estão em expansão, principalmente devido às exportações e ao desenvolvimento dos setores no Estado'', disse Macedo.
As indústrias de informática receberam R$ 205 mil em 2004 para a compra de máquinas e melhoria da infra-estrutura. Neste ano, até abril, o setor captou R$ 30 milhões. No primeiro quadrimestre de 2005, os recursos captados somam R$ 69 milhões, ante os R$ 109 mil recebidos ano passado.

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