Paraná busca parceria com a China
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de junho de 2004
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A China é o quarto maior mercado exportador do mundo com movimentação anual de US$ 438 bilhões e o terceiro maior mercado comprador mundial, com negociações que ultrapassam os US$ 413 bilhões. O Brasil tem uma participação pouco expressiva nas importações e exportações chinesas. É o 14º país nas importações chinesas, ocupando 1,4% da participação total e o 28º nas exportações, tendo participação de apenas 0,5% do mercado chinês.
''A participação do Brasil é mínima porque o país não se interessou no mercado chinês ao longo dos anos. De 2000 para cá é que a China teria sido descoberta pelos empresários. Existe um grande potencial para negócios e temos que investir nesse potencial'', destacou ontem Luiz Raimundo de Souza Fernandes, coordenador geral do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que participou em Curitiba do ''Seminário Paraná China: um salto necessário''. O evento foi promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), com apoio da Secretaria de Estado da Indústria e Comércio e do Instituto de Cooperação Internacional (Icooi).
Entre janeiro a maio deste ano, o Brasil exportou para a China US$ 1,6 bilhão, 32,2% a mais do que no mesmo período do ano passado. As importações cresceram ainda mais, 60,4%. Entre janeiro e maio de 2004, o Brasil importou US$ 908 milhões. O País exportou principalmente para a China produtos básicos (sem industrialização), 46,4%. Os principais produtos exportados foram soja em grão, minério de ferro, óleo de soja, ferro e aço, celulose, produtos semifaturados de ferro ou aço, couro e peles, motores para veículos automotivos, parte e peças de veículos.
''O Brasil é o maior exportador de minério de ferro e soja em grãos para a China. O segundo maior de celulose e o sexto de autopeças'', afirmou Fernandes. No País, existem atualmente 1.035 empresas exportadoras para a China. As importações de produtos chineses são de produtos manufaturados principalmente como aparelhos transmissores e receptores, circuitos integrados, dispositivos de cristais líquidos, tecidos de fibras têxteis e computadores.
O Paraná exportou de janeiro a maio de 2004 para a China US$ 179,7 milhões, 5,7% a menos do que no mesmo período do ano passado. As importações, ao contrário, cresceram 66,8% e fecharam em US$ 57,2 milhões. Nas exportações paranaenses, a China ocupa a segunda posição, perdendo apenas para os Estados Unidos. Nas importações, ela ocupa a quinta posição (estão na frente Alemanha, Estados Unidos, França e Argentina).
Os produtos paranaenses que são vendidos para a China em maior escala são óleo de soja (40,8%), soja em grãos (27,4%), máquinas e equipamentos para motores (11,4%), caminhões e autopeças (5,8%), madeiras e suas obras (3,9%), papel e cartão (3,2%). Os produtos mais comprados da China são químicos orgânicos, aparelhos eletrônicos e elétricos, vestuário e filamentos sintéticos. Neste ano, no primeiro quadrimestre, 129 empresas paranaenses exportaram para a China e 188 importaram produtos chineses.


