Paraná bate recorde na geração de emprego
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Andréa Bertoldi e <BR>Agência Estado 
Curitiba - O Paraná bateu recorde na geração de postos de trabalho. Em janeiro, foram criadas 13.911 vagas o que representou um crescimento de 0,63%. Esse foi o melhor mês de janeiro desde 1992 e, inclusive, superior ao mesmo mês de 2008 quando foram criadas 12.317 vagas. A abertura de vagas também bateu recorde no País e registrou abertura de 181.419 vagas formais de trabalho.
A aceleração na geração de empregos começou a partir de agosto do ano passado no Paraná. O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva, destacou que a partir de janeiro deste ano, começou uma sinalização forte de geração de emprego. E a previsão dele é que 2010 feche com um volume de vagas em patamares próximos a antes da crise financeira mundial. Em 2007, o Estado gerou 122 mil vagas e, em 2008, 111 mil.
Os setores que mais criaram postos de trabalho em janeiro no Paraná foram a indústria (5.071 vagas), serviços (4.807) e a construção civil (3.416). A indústria sozinha foi responsável por 36,45% dos empregos abertos em janeiro. O único segmento industrial que demitiu foi o de alimentos e bebidas que fechou 1.105 vagas. Os setores que tiveram os melhores desempenhos foram têxtil e vestuário (1.158 vagas) e madeira e mobiliário (1.080 vagas). Justamente esses segmentos eram os que mais tinha sofrido durante a crise e agora iniciam um processo de recuperação.
Silva acredita que dois fatores podem influenciar negativamente na geração de empregos: o cenário internacional e a política econômica do Banco Central se ocorrer aumento de juros.
Brasil
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou abertura de 181.419 vagas formais de trabalho em janeiro. O número foi bem acima do recorde de 142 mil empregos de janeiro de 2008. No dia 5 de fevereiro, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, havia previsto que este número seria superado. Agora, os resultados divulgados representam a maior geração de vagas para o mês na história, afirmou Lupi. Em janeiro de 2010, o Caged registrou um total de 1.410.462 pessoas admitidas em postos formais de emprego e 1.229.043 demissões. Com isso, o saldo líquido do Caged ficou positivo em 181.419 vagas com carteira assinada.
Lupi comemorou o resultado. ''Com o fim da crise e os estoques baixos, a indústria começou a contratar fortemente. É a demonstração mais forte da recuperação e do crescimento da economia do País, do aquecimento da economia brasileira'', disse, em entrevista no Rio. Segundo o ministro, o governo mantém a meta de geração de 2 milhões de empregos formais em 2010. ''O resultado de janeiro me faz ter mais certeza do cumprimento dessa meta. Há essa tendência'', disse.
De acordo com ele, a expectativa é que todos os setores (indústria, serviços e construção) ''devem ter comportamento muito positivo''. Ele explicou que, quando havia falado em geração de mais de 142 mil vagas em janeiro, é porque sabia que o resultado do mês passado ultrapassaria o recorde anterior para o mês, registrado em 2008, quando foram geradas 142.921 postos de emprego formais.
Para Lupi, um eventual aumento na taxa de juros não vai comprometer a geração de 2 milhões de vagas formais no País em 2010. O ministro disse também que é contra o aumento de juros. ''Não vejo necessidade nenhuma de aumentar a taxa de juros, o aumento só favorece quem especula. Sou a favor de taxas mais baixas possíveis para alimentar o aquecimento da economia'', disse. De acordo com o ministro, ''se tiver algum aumento da taxa de juros, para o qual eu trabalho contra e torço para que não tenha, será muito pequeno. Não há bolha inflacionária, a inflação está sob controle e por isso, se houver o aumento será muito pequeno e não influenciará a geração de empregos'', afirmou. Lupi disse prever uma taxa de desemprego (medida pelo IBGE) de 7,3% a 7,4% em 2010.


