Curitiba - O Paraná deve encerrar 2008 com recorde histórico na geração de empregos. A previsão é que o ano encerre com um desempenho superior a 2004 quando foram criadas 122.648 novas vagas no Estado. Caso a estimativa seja confirmada, este será melhor resultado desde o início da pesquisa que começou a ser realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em 1992. Para 2009, a previsão do economista do Dieese, Sandro Silva, é que a economia continue crescendo, mas em ritmo menor, o que deve trazer reflexos para a geração de empregos. As previsões do mercado apontam para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008 de 5% e para 2009 de 3%.
  ‘‘Ainda não sabemos a magnitude do impacto da crise (financeira)’’, disse Silva. Segundo ele, os problemas econômicos dos Estados Unidos já trazem impacto na economia real que se traduz em aumento de juros, redução dos prazos de pagamento e dificuldades para obter financiamentos. Os efeitos da desaceleração no emprego devem chegar no final do ano. Até agora, todos os meses do ano tiveram crescimento no volume de vagas, com exceção de abril que registrou queda de apenas 4,12%.
  Ele lembrou que as empresas que fizeram empréstimos internacionais estão com a dívida mais cara por conta do dólar. Com isso, estas companhias devem rever projetos de investimentos e de contratações que estavam previstos. Segundo Silva, há muitos contratos de exportação parados.
  Em setembro, o Estado gerou 17.404 empregos, o que representou um crescimento de 0,83%. Enquanto a Região Metropolitana de Curitiba registrou um índice de 0,89% com 7.398 vagas, o interior cresceu 0,80% na geração de empregos com 10.006 postos de trabalho. Silva explicou que, até julho, o interior sempre tem um crescimento maior com a safra agrícola. A partir de outubro, a Região Metropolitana de Curitiba tem mais contratações do comérico em função do Natal.
  Este foi o melhor mês de setembro tanto em número de vagas como em índice percentual desde o início da pesquisa em 1992. O resultado do ano (janeiro a setembro) também foi o melhor em número de postos na série histórica. Em setembro, o Paraná ficou na 12ªcolocação entre os estados e com crescimento abaixo da média nacional que foi de 0,91%.
  Nos primeiros nove meses do ano, houve um crescimento de 7,95% no Estado com a geração de 154.896 vagas. Neste período, o desempenho na criação de empregos foi melhor no interior do Estado com um índice de 8,67% e 101.137 vagas. Na Região Metropolitana, o crescimento foi de 6,88% com 53.750 novos empregos.
  No mês de setembro, os setores que mais geraram vagas foram o comércio varejista (3.716 empregos), indústria de alimentos e bebidas (1.786), hotéis e restaurantes (1.688) e a construção civil (1.623). De janeiro a setembro, a indústria de alimentos e bebidas, o comércio varejista e a construção civil foram responsáveis por 39% do total de empregos criados no Estado, o que significa 60.471 vagas.

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