A Secretaria de Agricultura e do Abastecimento (Seab) está fechando o cerco e intensificando a fiscalização ao transporte de produtos cítricos. O chefe do núcleo regional da Seab, em Maringá, João Carvalho Pinto, disse que a medida visa controlar o transporte de laranjas do Paraná para outros Estados. Segundo ele, houve um aumento do fluxo de caminhões transportando a fruta para Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
Carvalho Pinto observou que nestes Estados há uma falta do produto, obrigando a importação da laranja paranaense. Com isso, houve um aumento do assédio de atravessadores aos produtores do Paraná. O Paraná vai colher na safra que está em andamento, entre 3 e 3,5 milhões de caixas (40,8 kg), sendo que 600 mil caixas serão destinadas ao consumo ‘‘in-natura’’, e o restante será processado pela única indústria de sucos do Estado, a Paraná Citrus, de Paranavaí.
Disputa O chefe da regional da Seab observa que os atravessadores ‘‘estão de olho’’ nesta fatia que será consumida ‘‘in-natura’’ para levar para outros Estados. ‘‘Os atravessadores oferecem preços aparentemente atraentes, mas que no final, descontando todas as despesas, a caixa sai por R$ 2,15’’. No mercado paranaense a caixa de laranja é cotada a R$ 2,60, com prazo de 40 dias.
Segundo Carvalho Pinto, a Seab não quer impedir a comercialização em outros Estados, mas vai fiscalizar as cargas. O transporte de laranja dentro do Estado também requer a emissão do certificado de sanidade, além da nota fiscal.
O coordenador da Defesa Sanitária Vegetal da Seab, Hamilton Antonio Keller, disse que todos os produtores de cítricos devem solicitar a vistoria do pomar, para receber o certificado de sanidade e a autorização para transportar a safra.
A exigência deste documento foi determinada pela portaria 291/97, do Ministério da Agricultura. Pela portaria, receberão o certificado de sanidade as frutas que não apresentem lesões. A portaria também determina a desinfecção da fruta. Estas exigências foram determinadas pela Campanha Nacional de Erradicação de Cancro Cítrico (Canecc).
Keller observou que o produtor que for pego transportando a safra sem o certificado de sanidade, receberá advertência e terá a carga apreendida e incinerada. Na reincidência, será multado e poderá ser impedido de plantar novos pomares. Keller disse que a fiscalização inclui o transportes de mudas de frutas cítricas.
Carvalho Pinto observou que a Seab foi alertada pela defesa sanitária dos Estados importadores que algumas cargas estavam sendo transportadas sem a permissão de trânsito de vegetais, emitida pela Seab-PR. ‘‘Estamos agindo assim para preservar a qualidade da laranja paranaense e os interesses dos próprios produtores’’, comentou.

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