Paraná aumenta exportação de frango
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terça-feira, 01 de abril de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba A avicultura paranaense está comemorando o crescimento nas exportações pelo segundo mês consecutivo deste ano. Conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Secex), as vendas externas cresceram 83,39% em fevereiro em relação a igual período do ano passado. O volume passou de 25,47 mil toneladas em fevereiro de 2002 para 45,72 mil toneladas este ano.
Com as exportações, as indústrias avícolas do Estado faturaram no mês US$ 38,06 milhões, o que representa um aumento de 60,8% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Com isso, o Paraná está se consolidando como o segundo Estado exportador de carne de frango. Em 2001, o Estado participava com 21% das exportações brasileiras, índice que subiu para 26% no ano passado.
O presidente do Sindicato da Indústria de Produtores Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, atribui o desempenho expressivo das indústrias de aves paranaenses à constante procura por novos mercados. Ele destaca que as agroindústrias vêm ganhando espaço nas transações internacionais, porém, sem perder o foco no mercado interno.
Martins avalia que, para este ano, a expectativa é de continuar aumentando as exportações paranaenses do produto, que nos primeiros dois meses do ano acumulam alta de 52,86% em receita e de 48,67% em volume. ''Até mesmo a guerra no Oriente Médio não deve afetar as exportações paranaenses, pois nossas vendas para esses países não é expressiva'', explica.
Esse ganho, porém, não está sendo distribuído na mesma proporção entre todos os agentes da cadeia produtiva. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, o avicultor vem enfrentando dificuldades para bancar o custo da alta no preço do milho e manter a atividade. No mês de fevereiro, o avicultor vendeu o quilo do frango vivo por R$ 1,39, em média, frente a um custo de produção de R$ 1,50.
O Sindiavipar admite o problema e afirma que entre as preocupações da entidade está a necessidade de estender os ganhos para todos os agentes da cadeia produtiva. Martins tem consciência que se não houver transferência de ganhos para toda a cadeia, ela se inviabiliza. Mas na conjuntura atual, ainda não foi possível encontrar um ponto de equilíbrio entre a valorização cambial e o preço do milho, que praticamente dobrou no último ano, informou um assessor do sindicato.


