Curitiba - Mais da metade dos CDs e softwares que circulam no Brasil é falsificado, gerando um prejuízo acumulado de R$ 700 milhões para a indústria fonográfica e de R$ 3 bilhões para as empresas de softwares. Com a pirataria, R$ 3,2 bilhões deixam de ser arrecadados por ano somente nesses dois setores.
Para combater a produção e a venda de produtos pirateados, especialmente CDs, foi lançada, ontem, no Palácio Iguaçu, em Curitiba, a Operação Sigla. Uma força tarefa reunirá as polícias Federal, Militar e Civil, Rodoviária Federal e Estadual, receitas Federal e Estadual, e Ministério Público Federal e Estadual.
O Paraná desenvolvia uma operação de combate à pirataria desde julho, segundo o secretário de Estado de Segurança Pública, José Tavares, mas agora trata-se de uma operação integrada, de iniciativa do Ministério da Justiça e que será levada a outros Estados brasileiros. O investimento na operação é de R$ 500 mil. A campanha prevê ainda a veiculação de peças institucionais na televisão, alertando o público sobre o fato de que a pirataria está associada ao crime organizado.
O lançamento da operação teve a presença de vários artistas, que fizeram um apelo para que o público se conscientize e não compre os pirateados. Padre Marcelo Rossi, Sandra Sá, Jota Quest, Xandy, Os Raimundos e Vanessa Jackson, além de representantes das principais gravadoras do país participaram da solenidade.
O diretor da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), Márcio Gonçalves, disse que a falsificação ameaça os 57 mil empregos criados pela indústria fonográfica no Brasil. Segundo ele, as próximas cidades a receberem a campanha serão São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. O Paraná foi escolhido para o lançamento da operação principalmente por causa de Foz do Iguaçu, a principal porta de entrada dos CDs piratas, numa rota que envolve também o Porto de Paranaguá.
O coordenador da campanha antipirataria da Associação Brasileira das Empresas de Software, Rodrigo Munhoz, enfatizou que poucas pessoas estão ganhando muito dinheiro com a falsificação. ''E não é o camelô. O vendedor ambulante é mais uma vítima do crime organizado'', disse.

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