Paraná atraiu 59 novas empresas em 99
Agência Estado
De Curitiba
O Paraná fechou 1999 com 59 acordos para instalação de novas empresas no Estado, num investimento de quase R$ 1 bilhão. Os benefícios fiscais que oferecemos não são diferentes dos outros Estados, argumenta o governador Jaime Lerner (PFL), afirmando que a diferença está na qualidade de vida e na infra-estrutura preparada para modernizar o Estado.
O Paraná, diz o governador, sabe explorar as potencialidades, como a localização privilegiada em relação ao Mercado Comum do Cone Sul (Mercosul), montou uma estratégia para melhorar as condições do Estado e, com isso, atrair novos investimentos. O Estado pode, como argumenta, garantir energia nesta época de previsão de escassez. O Estado exporta 88% da energia que produz, quando poderia usá-la ele mesmo.
Reforçando que a política paranaense não está dirigida a tirar empresas do Estado paulista, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Carlos Gomes Carvalho, diz que a alta concentração industrial de São Paulo atrapalhou as relações capital/trabalho e gerou um ambiente altamente poluído, com falta de segurança e problemas de telecomunicações, além de supervalorização dos imóveis, o que, às vezes, torna inviável a ampliação de parques industriais.
A somatória das qualidades do Paraná é mesmo muito atraente, concorda o caçador de talentos Bernt Entschev. De acordo com ele, o Estado tem uma enorme vantagem em relação a Rio e São Paulo, por exemplo, em várias áreas da atividade econômica. A vinda da Renault, que tomou a decisão pelo Paraná em 1996, foi decisiva porque, no rastro dela, vieram dezenas de fornecedores. Depois da instalação da montadora francesa, da Audi/Volkswagen e da Chrysler, 49 empresas fornecedoras e quatro fábricas de motores foram construídas.





