Paraná amplia recolhimento de embalagens de agrotóxicos
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sexta-feira, 08 de julho de 2011
Ricardo Maia <br> <br> Reportagem local 
No primeiro semestre de 2011, o Paraná retirou de suas lavouras 2 mil de toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas, representando 11% de todo o material recolhido no Brasil, segundo o levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Embalagens Vazias (Inpev). Dados enviados pela entidade revelam que somente no mês de junho, 436 toneladas foram recolhidas no Estado. Desse total, 91% foi encaminhado para a reciclagem.
Em todo o Paraná, de acordo com o Inpev, só no ano passado foram retiradas das lavouras 4,7 mil/ton de embalagens, o que representa 3,3% a mais do que o mesmo período do ano anterior, que registrou 4,5 mil/ton. João Miguel Toledo Tosato, chefe da área de fiscalização de agrotóxicos e afins do Paraná, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), enfatiza que o Paraná é um dos pioneiros no recolhimento de embalagens vazias.
''Hoje temos 14 unidades de recebimento. Temos que nos conscientizar de que a revenda e o produtor são diretamente responsáveis pelo destino correto das embalagens. Caso o material seja descartado de maneira incorreta, o agricultor pode receber uma multa de até R$ 3 mil'', afirma.
Uma das regiões que tem se destacado no recolhimento de embalagens vazias é o Norte do Estado. Dados da Associação Norte Paranaense de Revendedores de Agroquímicos (Ampara), que responde por cerca de 32 municípios na região de Londrina, apontam que neste ano deverão ser encaminhadas para as unidades de recebimento cerca de 360 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas, 10 toneladas a mais do que 2010. Irineu Zambaldi, diretor técnico da entidade, destaca que 98% dos materiais que vão para o campo nessa região são recolhidos, índice maior do que a média estadual, que é de 90%.
Zambaldi completa que em 2011 o recebimento de embalagens deve ser de 900 mil unidades, o que representa, em volume, 350 toneladas, 20 a mais do que em 2010.
''O volume de embalagens recolhidas pode variar um pouco de um ano para outro. Isso porque depende muito dos índices de infestação de pragas e doenças em uma lavoura, que demanda mais ou menos produtos, além das influências climáticas. Mas a média de consumo de defensivos na região gira em torno de 330 toneladas por ano'', aponta.
Brasil
O Brasil destinou de janeiro a junho deste ano, segundo dados do Inpev, 18 mil toneladas de embalagens vazias, volume crescente de 11% se comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram processadas mais de 16 mil toneladas. De acordo com o relatório divulgado pelo Inpev, só no mês de junho foram recolhidas mais de 3,7 mil toneladas de embalagens, sendo 93% destinadas para reciclagem.


