O secretário de Indústria e Comércio e Desenvolvimento Econômico, Nelson Justus, disse ontem que espera que a decisão do vice-presidente mundial da Volkswagen, José Ignácio López de Arriortúa, de renunciar ao cargo, não mude os planos da montadora alemã de construir sua quarta fábrica de automóveis no País.
O Paraná e o Rio de Janeiro disputam o investimento de R$ 1 bilhão para a produção dos veículos Golf e Audi A-3. López, que visitou o Paraná para discutir a instalação da fábrica no Estado, era um dos principais articuladores da nova fábrica no País.
‘‘O importante é que a Volks, através da Alemanha, não desista de seus investimentos no País. A decisão é da Alemanha, espero que isso não altere os planos’’, disse Justus. O secretário participou ontem da inauguração da unidade de presuntaria da Sadia, em Toledo, a maior do Brasil. Nelson Justus se declara um ‘‘otimista por natureza’’ ao comentar as possibilidades de a montadora escolher o Paraná como sede de sua fábrica.
López de Arriortúa, segundo informações de agências internacionais, teria deixado a montadora alemã, onde trabalhava desde março de 1993, por acusações de prática de ‘‘espionagem industrial’’ contra a General Motors, grupo norte-americano no qual ele trabalhou por 13 anos antes de ingressar na Volks. O assunto está em discussão nos tribunais.

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