Os bovinos provenientes do Mato Grosso do Sul que entram no Paraná estão ficando de quarentena nas propriedades de destino, e são revacinados contra febre aftosa. A medida adotada pela Secretaria da Agricultura visa evitar entrada do vírus da aftosa. Desde que foram identificados dois focos da doença em fazendas localizadas em Porto Murtinho (MS), a 466 quilômetros de Campo Grande, o Paraná está em estado de alerta e reforçou a fiscalização nas fronteiras.
Para garantir o período de quarentena, o secretário da Agricultura, Antonio Leonel Poloni, determinou o reforço de equipes volantes para fazer a fiscalização na fronteira entre os dois Estados e também com o Estado de São Paulo. Nesse período, os animais de quarentena não podem ser movimentados.
A média de entrada de bovinos provenientes de Mato Grosso do Sul é de 2,6 mil/mês. A maioria do gado é enviada ao Paraná para ser terminada e abatida aqui. Mas esses animais são oriundos de regiões mais próximas ao Estado, onde os pecuaristas têm propriedades nos dois Estados, com atividades de cria e engorda em Mato Grosso do Sul e no Paraná.
‘‘Com essas medidas, o risco de disseminação é mínimo’’, avalia Felizberto Queiroz Batista, chefe do Departamento de Fiscalização da Secretaria Estadual da Agricultura. Ele não acredita na disseminação do vírus da febre aftosa, além dos focos identificados nas duas fazendas de Porto Murtinho. Isso porque o governo de Mato Grosso Sul foi rápido e eficiente no controle da doença, adotando verdadeiro esquema de guerra para eliminar qualquer possibilidade de difusão do vírus.
Para Batista, a ocorrência de focos de aftosa no Mato Grosso do Sul não invalida a meta do Paraná de conseguir o reconhecimento do Estado como área livre de febre aftosa, com vacinação. O Estado vai para o terceiro ano sem a ocorrência de focos de febre aftosa, devendo completar esse período no dia 15 de maio.

mockup