Paraná admite ''situação de risco''
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segunda-feira, 18 de setembro de 2000
Oswaldo Petrin De Londrina 
Qualquer descuido com relação à febre aftosa, neste momento, representa prejuízo de milhões já investidos no combate ao vírus e um enorme retrocesso no esforço para conquista de novos mercados - alertaram no último sábado o secretário da Agricultura, Antônio Poloni, e o presidente da Faep, Ágide Meneguette. Eles disseram que o Paraná vive um momento de risco que exige cuidado e responsabilidade de todos. Ambos apelaram para que criadores e agricultores colaborem para evitar um desastre como no Rio Grande do Sul.
Meneguette e Poloni falaram no último sábado, em Astorga, a 40 km a norte de Maringá, durante a reunião do Núcleo Regional dos Sindicatos Rurais do Norte e Noroeste do Paraná em que compareceram 28 presidentes de Sindicatos, empresários e lideranças da comunidade. Os deputados federais Moacir Micheletto e Abelardo Lupion também participaram do encontro. Na oportunidade foram homenageados os jornalista João Milanez e o presidente do Sindicato de Centenário do Sul, Seiki Ano, por serviços prestados à agropecuária. Também houve a posse do presidente do Sindicato de Astorga, Guerino Guandalini.
Poloni lembrou que o Paraná sofre toda sorte de pressão e risco, mas está resistindo. Anunciou para o dia 3 de outuburo, em Curitiba, um grande impulso à campanha contra aftosa, através do fórum Paraná sem Aftosa. Para o encontro, o Conselho Estadual de Defesa Sanitária (Conesa) está convidando lideranças e ténicos de todo o Estado. O evento será aberto pelo governador Jaime Lerner, às 9 horas, no Centro Integrado de Empresários e Trabalhadores da Indústria do Paraná (Cietep).
A declaração de Área Livre de Aftosa com Vacinação conferida ao Paraná em maio deste ano pela Organização Internacional de Epizootias foi um prêmio ao trabalho do setor público e privado, lembrou Poloni. Esta condição já tem demonstrado os benefícios para o Estado. Porém, a posição de Área Livre de Aftosa trouxe também aumento de responsabilidade exigindo de todos um maior comprometimento, atenção e esforço para a manutenção desta condição. O único caminho é o da prevenção contínua e eficiente, segundo Poloni. Informações sobre o debate do dia 3 de outubro: (41) 218-7400.


