Curitiba - A produção industrial paranaense apresentou queda de 4,5% no primeiro bimestre de 2002. A média nacional para o período foi de -1,3%. O desempenho do Estado em fevereiro foi de -0,2%, bem melhor do que no mês anterior, quando houve retração de 8,3%. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Paraná não conseguiu acompanhar o desempenho dos outros Estados da Região Sul. A indústria de Santa Catarina cresceu 3,6% em fevereiro e 1,6% no bimestre. Os números do Rio Grande do Sul foram 2,7% e 1,7%, respectivamente.
O resultado melhor da indústria paranaense em fevereiro, comparando-se a janeiro, se deve ao início do processamento da safra de soja, segundo o levantamento do IBGE. Houve aumento na produção de óleo e farelo. A indústria de alimentação no Estado, que estava apresentando queda de produção desde dezembro (-2,4% e -2,6% em janeiro), teve desempenho 32% maior em fevereiro.
As indústrias de material elétrico e de comunicações apresentaram o pior resultado entre os setores analisados pelo IBGE no Paraná em fevereiro, com retração de 69,8%, seguidas pelo segmento de papel e papelão, com recuo de 18,8%. Dez dos 19 setores industriais pesquisados pelo órgão tiveram aumento de produção em fevereiro no Paraná.
No acumulado do ano, o destaque paranaense é da indústria de alimentação, com alta de 11,7%. Além da soja, os itens que contribuiram para o aumento de produção foram rações e aves abatidas. As áreas que reduziram a produção em janeiro e fevereiro foram as de material elétrico e de comunicações (-71%), papel e papelão (-16,8%) e material de transporte (-17,4).
No acumulado dos últimos 12 meses, a produção paranaense está com alta de 0,8%. A média nacional para o mesmo período é 0,3%. Além do Paraná, outros seis dos 12 Estados pesquisados pelo IBGE tiveram queda na produção industrial em fevereiro, o que resultou na média nacional de -1,4%. As maiores quedas ocorreram no Ceará (-8,9%), Pernambuco (-7,7%), Nordeste (-6,2%), Minas Gerais (-4,1%) e São Paulo (-1,6%). Em queda, porém inferior à média do país, ficaram Bahia (-1,3%) e Paraná (-0,2%).
Além de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, O IBGE apurou crescimento da atividade no Rio de Janeiro (1,7%) e Espírito Santo (1%). (Com Agência Folha)

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