Paraná abre mais de 98 mil empregos no 1º semestre
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
Andréa Bertoldi <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná gerou 98.874 empregos no primeiro semestre deste ano, o que representou um crescimento de 4,15%. Só no mês de junho, foram criados 6.777 postos de trabalho com um aumento de 0,27% na geração de vagas. Nos últimos 12 meses, terminados em junho, o Estado abriu 144.294 empregos, o que significa um crescimento de 6,17% no nível de emprego. O levantamento foi divulgado ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Neste ano, o setor que mais gerou empregos foi a construção civil com 11.813 vagas e um crescimento de 9,24%. Os principais motivos que levaram ao crescimento acentuado deste segmento foram o aquecimento do mercado de construção e o aumento da formalização dos trabalhadores, segundo o vice-presidente de políticas e relações do trabalho do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR), Rodrigo de Souza Araujo Fernandes.
Ele acredita que o mercado deve continuar aquecido até o final do ano. ''Há muita mão de obra migrando para a formalidade'', destacou. No entanto, metade dos trabalhadores ainda está na informalidade no Brasil. No Paraná, há até uma Comissão de Combate à Informalidade que tem a participação do Sinduscon, do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetuta (Crea), do sindicato dos trabalhadores do setor, Dieese, Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho.
Fernandes disse que a demanda por mão de obra também cresceu em função do Programa Minha Casa, Minha Vida e das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Só a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, precisou de 26 mil trabalhadores para as obras de ampliação.
Ele acredita que a geração de empregos vai continuar ao longo deste ano, mas em um ritmo um pouco menor que no primeiro semestre. Fernandes prevê que o Paraná feche o ano com a geração de 20 mil vagas na construção civil.
E há emprego em várias funções como pedreiro, servente, mestre de obras, carpinteiro, eletricista, pintor, encanador, entre outras atividades. ''Quanto mais especializado é o profissional, mais falta mão de obra'', disse.
Além da construção civil, também geraram uma quantidade significativa de vagas as áreas de outros serviços (11.453 empregos), comércio varejista (8.979), hotéis e restaurantes (8.437), indústria de alimentos e bebidas (8.369), transportes e comunicações (8.086), indústria química, de produtos farmacêuticos e veterinários (5.988), agropecuária (5.461), ensino (5.205) e indústria têxtil e de vestuário (3.541).
No mês de junho, os setores que mais geraram vagas foram comércio varejista (1.160 empregos), indústria de alimentos e bebidas (1.049), indústria química, de produtos farmacêuticos e veterinários (1.015), outros serviços (969), transportes e comunicações (761) e serviços médicos e odontológicos (528).
As demissões no mês passado ocorreram na indústria de borracha, fumo e couros (-428 vagas), indústria têxtil e de vestuário (-299) e indústria mecânica (-281). Com o resultado de junho, o número estimado de trabalhadores com carteira assinada no Paraná é de aproximadamente 2,484 milhões.


