Paralisação na Copel é ampliada
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segunda-feira, 23 de julho de 2007
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os eletricitários e técnicos da Companhia Paranaense de Energia (Copel) de Curitiba e Região Metropolitana aderiram ontem à greve por tempo indeterminado que começou na região de Londrina no último dia 10. No dia 18 a adesão foi das regiões de Maringá e Foz do Iguaçu. Os funcionários reclamam que estão recebendo menos pela ''dupla função'', um benefício pago pela empresa há mais de 20 anos. Os técnicos eletricistas recebem um adicional por dirigir os veículos da empresa enquanto atendem as ocorrências.
Ontem, cerca de 100 funcionários de Curitiba se reuniram em frente a regional da Copel no bairro Santa Quitéria. Segundo a Copel, a paralisação não está atingindo o fornecimento de energia para a população. A greve está tornando mais demorados serviços como pedidos de ligação e religação de energia elétrica no interior do Estado. Segundo a estatal, na Capital, o atendimento destes serviços está normal. Os serviços que não trazem impacto direto para o consumidor estão sendo colocados como segunda prioridade.
A Copel informou ainda que adotou medidas de emergência para que a população não sofra com a greve. Foram contratadas prestadoras de serviço e funcionários de outras localidades foram transferidos para as regiões Norte, Noroeste e Oeste. De acordo com a Copel, o benefício da dupla função continua sendo pago e a greve é descabida.
O diretor do Sindicato dos Eletricitários de Curitiba, Alexandre Donizete Martins, disse que houve 100% de adesão dos eletricistas. Segundo ele, cerca de 4.600 trabalhadores são atingidos pela questão da redução do valor pago pela ''dupla função''. Hoje, acontece uma reunião na sede da Copel, às 9 horas, para tentar buscar uma solução para o assunto.


