Curitiba De acordo com o presidente do Sindimetal-PR, Roberto Sotomaior Karam, algumas empresas que sofrerem paralisação dos funcionários terão que fechar as portas e todas elas terão grandes dificuldades financeiras. Isso porque várias metalúrgicas são fornecedoras da indústria automobilística e precisam arcar com multas pesadas caso a linha de montagem das montadoras seja paralisada por falta de componentes.
Algumas metalúrgicas precisam pagar multas que chegam até US$ 500 o minuto, caso deixem de entregar peças que impliquem na paralisação da produção das montadoras, informou Karam. Segundo ele, por causa da possibilidade de paralisação, as empresas serão levadas a concordar com as reivindicações dos metalúrgicos.
''Nenhuma empresa está se negando a dar reposição e garantir a inflação na data-base. As outras cláusulas é que são complicadoras'', disse. Para ele, a antecipação, a garantia de estabilidade de dirigentes sindicais e o pagamento da multa de 40% do FGTS precisam ser melhor discutidos. ''Estamos propondo que primeiro se resolva a questão salarial e depois discutiremos as outras cláusulas'', afirmou.
Segundo Karam, os empresários não concordam com a pressa do Sindicato dos Metalúrgicos em negociar esses benefícios. ''Elas são extremamente importantes e por isso devem ser discutidas com calma, e não com ameaça de greve'', acrescentou.

mockup