Paralisação favorece empresas, diz entidade
Para o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, a pauta da greve só favorece os postos de combustíveis e as transportadoras. ''Os autônomos estão vivendo seu melhor momento com o fim da carta-frete e a lei do descanso'', declara.
Segundo Bueno, com a obrigatoriedade do descanso, vai faltar mão de obra contratada nas transportadoras e quem ganhará com isso são os autônomos. ''Teremos mais cargas para levar e os valores de fretes tendem a subir'', afirma.
Junto com mais de 20 entidades, a CNTA assinou um manifesto classificando a greve convocada pelo MUBC de ''golpe''. ''Existem mudanças profundas acontecendo em benefício da categoria e tem gente usando os autônomos maldosamente para outros interesses'', critca. .
De acordo com o presidente da Federação, tanto a lei do descanso como a resolução que extinguiu a carta-frete precisam de ajustes, mas não devem ser derrubadas. ''Estamos em constantes negociações com o governo para fazer esses ajustes'', afirma.
A assessoria de imprensa da ANTT informou que não há nenhuma posição oficial do órgão sobre a greve. Mas que a agência vai realizar no mês que vem um Fórum de Transportes, no qual serão discutidas as mudanças reivindicadas pelos caminhoneiros.
Gilberto Cantú, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte do Paraná (Setcepar), diz que a entidade está orientando os motoristas empregados a não se envolverem no movimento. ''Não temos nada a ver com a greve'', declara. Ele nega que as grandes empresas estariam por trás do movimento. ''Falo em nome do Setcepar: Essa informação não procede.'' (N.B.)





