Paralisação dos Correios teve baixa adesão
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Pedro Peduzzi<bR>Agência Brasil 
Brasília A greve dos trabalhadores dos Correios, iniciada ontem, não afetou a prestação de serviços da estatal. Por meio de nota, a empresa informou que está operando normalmente, com 93,3% do efetivo trabalhando, segundo o sistema eletrônico de presença. Isso corresponde a cerca de 116 mil dos 123 mil trabalhadores dos Correios.
De acordo com a nota, toda a rede de atendimento está aberta e todos os serviços, inclusive Sedex e Banco Postal, estão disponíveis, mas com alguns problemas pontuais na entrega de encomendas com hora marcada e no Disque-Coleta serviço de coleta domiciliar de encomendas. A empresa informa, ainda, que algumas entregas, como telegramas, poderão ser feitas com atraso.
Para manter a continuidade dos serviços de entrega de cartas e encomendas, a estatal adotou medidas como deslocamento de funcionários, pagamento de horas extras, contratação temporária de servidores e mutirões para entregas nos fins de semana.
A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), entidade que agrega 29 dos 35 sindicatos que representam trabalhadores dos Correios, reivindica 7,13% de aumento, alegando defasagem salarial causada pela inflação recente, mais 15% de aumento real e R$ 200 de aumento linear para todos os 123 mil servidores. Além disso, pede 20% de aumento pelas perdas salariais ocorridas desde o Plano Real.
Os Correios alegam não ter condições de atender às reivindicações da Fentect, pois isso causaria impacto de R$ 31,4 bilhões sobre a folha de pagamento, o equivalente a "quase o dobro da previsão de receita" para este ano. Ainda de acordo com a estatal, 65% das receitas de vendas são destinadas ao pagamento de salários, benefícios e encargos. Na nota, informa que, entre 2003 e 2012, o ganho real dos trabalhadores foi 36,91%. O percentual estaria, segundo a empresa, "acima da inflação do período".
No Paraná
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná, os profissionais locais realizam assembleia no dia 17 de setembro, quando podem definir por greve a partir da zero hora do dia 18.


