A greve já começou para a CUT (Central Única dos Trabalhadores). Ontem, 8.500 empregados das fábricas da Volkswagen e da Ford localizadas em Taubaté (Vale do Paraíba) decretaram paralisação por tempo indeterminado. Há chances de que a greve se estenda a todas as montadoras do Estado de São Paulo, com 54,5 mil trabalhadores, caso não aconteça hoje um acordo entre patrões e sindicatos.
Isso porque hoje é o último dia de negociações entre empresas e trabalhadores e, sem acordo, a greve pode começar na segunda-feira, dia 13. Ontem, durante reunião realizada entre as partes, a Anfavea, que representa as companhias, não mudou sua proposta de aumento salarial de 6,5% para quem recebe mais de R$ 1.560,00. Para aqueles que ganham até esse valor, o reajuste proposto é de 8%. A CUT quer 12% para todos.
A assembléia geral dos metalúrgicos filiados à CUT está marcada para sábado e a da Força Sindical ocorrerá hoje. A CUT enviará para as montadoras um aviso de greve, já que ontem, durante as negociações, as empresas teriam se negado a receber o aviso.
Já os metalúrgicos de São Paulo do setor de autopeças, eletroeletrônicos, lampâdas e máquinas, ligados à Força Sindical, deverão aprovar hoje, em assembléia, a proposta patronal de aumento de 8% a partir de janeiro, mais 20% de abono. A sinalização foi dada ontem pelo presidente da central, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Ele disse que o porcentual é aceitável, uma vez que a proposta inicial dos sindicatos patronais era de 5%, porcentual que continua mantido na maioria das contrapropostas apresentadas até agora.

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