O Grupo GTFoods criou cerca de mil empregos neste ano em suas nove unidades. Parte deles ajudaram a pequena cidade de Paraíso do Norte (Noroeste) a obter um saldo positivo de 1.181 vagas de janeiro a julho deste ano. Foi o segundo maior do Paraná. Ortigueira vem antes com 1.959, devido à indústria de celulose.
No total, segundo a supervisora de Desenvolvimento Humano da GTFoods, Deni Juncanssi, a empresa tem 10 mil funcionários. "Vamos continuar contratando tanto para aumento de quadro como para reposição. O mercado está com bastante mão de obra disponível em todas as unidades e isso é positivo porque a empresa consegue contratar pessoas melhor qualificadas", afirma. A empresa exporta para 80 países 30% da sua produção. A empresa produz cerca de 520 mil aves por dia.
Já o diretor executivo da Frimesa, Elias José Zydek, tem uma visão menos otimista. A empresa é uma central formada por seis cooperativas, com matriz em Medianeira (Oeste), e colaborou para o saldo positivo de 2.567 vagas da indústria alimentícia da mesorregião. Mas, segundo Zydek, o fato não pode ser encarado como algo positivo. "O agronegócio tem uma visão de médio e longo prazos. E tinha uma perspectiva de crescimento de 5% ao ano. Estamos executando neste ano o que foi planejado em anos anteriores. Nós da indústria temos de completar o ciclo", declara.
Por isso, segundo ele, a empresa teve de contratar 338 trabalhadores em 2015. Saiu de um quadro de 6.118 para 6.456. "Isso não significa que estou ganhando dinheiro. A produção veio e temos de dar conta. Mas nossas margens caíram muito devido ao aumento dos custos", declara.
Além dos reajustes da energia elétrica e do combustível, ele cita a mão de obra. Para o diretor executivo, a lei protege muito os trabalhadores, os sindicatos pedem muito aumento e o Ministério Público do Trabalho (MPT) fiscaliza demais. "Estamos investindo R$ 20 milhões em automação e mecanização e vamos demitir porque não dá para seguir as normas trabalhistas", reclama.
Para Zydek, não dá para confiar no governo da presidente Dilma Rousseff, o País vai "se arrastar até 2019", e os empresários não vão investir. Ele afirma que a Frimesa já reduziu a produção de leite de 800 mil para 600 mil litros diários. A empresa fabrica 21 toneladas por mês de produtos como queijo, salsicha, salame, manteiga e iogurte. (N.B.)

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