O ministro da Integração do Paraguai, Gustavo Diaz de Vivar, disse ontem em Cascavel que seu país tem especial preocupação com a pobreza em países parceiros do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Segundo Vivar, os governos devem se empenhar em ações ‘‘que reduzam drasticamente a pobreza’’, porque com ela ‘‘não há a efetiva integração e o desenvolvimento no bloco’’.
O ministro paraguaio esteve na cidade a convite do prefeito Salazar Barreiros (PPB), vice-presidente do Fórum Regional de Prefeitos de Municípios do Mercosul. Ele proferiu palestra a empresários e políticos sobre o tema ‘‘Paraguai e Paraná em busca de melhor integração’’.
Para Gustavo Diaz de Vivar, as relações no Mercosul devem ser ampliadas para as regiões interioranas, sem a centralização principalmente no eixo São Paulo-Buenos Aires, ‘‘para que o desenvolvimento seja harmônico’’. O ministro reconhece que seu país é o mais pobre do bloco, e observa que isso se deve por exemplo ao fato de não ter passado ‘‘por uma revolução industrial, no Brasil e Argentina’’.
Vivar lembra também que o Paraguai passou ‘‘por guerras devastadoras’’ - contra Brasil, Argentina e Uruguai e contra a Bolívia - e que sua democracia ainda é recente, por isso não atingiu o mesmo nível de desenvolvimento dos demais parceiros. O ministro frisa, no entanto, que seu país tem grande potencial, e destaca a agricultura, pecuária e energia elétrica disponível como fatores que devem impulsionar o desenvolvimento.
O ministro participa hoje de discussão sobre o Mercosul com empresários de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

mockup