Curitiba - O vice-presidente do Paraguai, Luis Federico Franco Gomez, esteve em Curitiba, ontem, e conversou com o governador Beto Richa (PSDB), para pedir apoio ao projeto de construção de uma ponte ferroviária entre os dois países. O ideal, segundo Gomez, seria que a segunda ponte unindo Brasil e Paraguai, cujo processo de construção está em fase de audiências públicas, já fosse bi-modal.
''Precisamos ver a possibilidade de ampliar projeto atual. Caso não seja posível, porque ele já está em fase de licitação, propusemos ao governo estadual para estudar a possibilidade de fazermos a parte ferroviária por contrapartida, com 50% de recursos do Paraguai e 50% do Paraná'', disse o vice-presidente.
O objetivo do Paraguai é agilizar o escoamento da produção paraguaia em direção ao Porto de Paranaguá. O Paraguai, segundo ele, produz cerca de 9 milhões de toneladas de soja, grande parte cultivada pelos brasiguaios. É o quarto país em exportação de soja e quinto em carne.
A segunda ponte entre Brasil e Paraguai vai ligar Foz a Presidente Franco, e vai custar cerca de US$ 55 milhões, financiados pelo Brasil através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo o projeto, a ponte terá 740 metros de extensão, 136 metros de altura e 19 metros de largura.
Em Curitiba, a comitiva paraguaia também visitou unidades do Grupo Positivo para conhecer as soluções de tecnologia educacional desenvolvidas pela Divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática, em especial as mesas educacionais e outras soluções já implantadas em escolas públicas e particulares de todo Brasil e exportadas para mais de 40 países.

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