Londrina - O Paraguai iniciou ontem a primeira etapa anual da vacinação contra a febre aftosa do seu rebanho bovino, estimado em 10 milhões de animais. A estimativa é superar a cobertura registrada no ano passado, que foi de 95% do rebanho, segundo o Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa). O titular do Snacsa, Hugo Corrales, em entrevista ao jornal ABC Color, de Assunção, admitiu, no entanto, que ainda há resistência de muitos produtores em vacinar o rebanho. A primeira etapa da vacinação se estenderá pelos próximos 30 dias.
A região mais crítica do Paraguai é que faz fronteira com a Bolívia e o Brasil. Em outubro, quando surgiram os primeiros focos da doença em Mato Grosso do Sul, o governador daquele Estado, José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, disse suspeitar que a doença era originária do Paraguai. Segundo o governador, todos os focos que o Estado havia registrado nos últimos anos eram ''sempre'' na fronteira com o Paraguai, onde é intenso o contrabando de animais. O governo paraguaio protestou formalmente contra a acusação.
Os paraguaios estão empenhados em abrir o mercado internacional para a carne e subprodutos de seu país. No ano passado, as exportações atingiram o recorde de US$ 326 milhões. Antes do surgimento do foco da aftosa em Mato Grosso do Sul e, posteriormente, no Paraná, o Paraguai exportava carne para 63 países. Agora exporta para 68.
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