Arquivo FolhaMétodos de falsificação são estudadosOperações conjuntas da Polícia Nacional, Ministério da Indústria e Comércio e Poder Judiciário do Paraguai estão combatendo a comercialização de produtos falsificados na fronteira com o Brasil. Apenas na semana passada, a fiscalização realizou duas grandes apreensões na região.
Na terça-feira foram apreendidas no Jebai Center - uma galeria no centro de Ciudad del Este - 4,5 mil baterias de telefones celulares, dois mil CDs e milhares de fitas cassete de áudio pirateado, provavelmente de procedência brasileira. Dois dias depois uma blitz no Aeroporto Internacional de Mingua Guazú (25 quilômetros de Foz do Iguaçu) recolheu 4.250 baterias de telefone celular e matéria-prima para a confecção de 7 mil CDs.
Desde julho do ano passado, quando as operações se intensificaram, a polícia estima que foram confiscados US$ 30 milhões em mercadorias, quase todas provenientes da Ásia, via zona livre de comércio do Panamá. Depois de recolhida, a maioria dos produtos é destruída. Quando os métodos sofisticados de falsificação provocam dúvida sobre a procedência da fabricação, o material é entregue aos técnicos especializados do FBI (espécie de polícia federal dos EUA) e da ONU, que estão auxiliando as autoridades paraguaias.
Na perícia, eles investigam os métodos usados pelos falsificadores para orientar os policiais em outras operações. Dados do Ministério do Interior paraguaio apontam que 90% dos produtos comercializados em Ciudad del Este têm origem duvidosa e são falsificados.
O Centro de Importadores e Comerciantes de Alto Paraná (Cicap) prevê uma diminuição gradual neste índice. ‘‘As medidas já estão surtindo efeito. Os falsificadores estão se arriscando menos’’, acredita Charif Hammoud, presidente da entidade.

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