A direção paraguaia da Itaipu Binacional deve aprovar o pedido brasileiro para que o nível do reservatório da usina seja rebaixado no segundo semestre, contribuindo para que não haja diminuição na produção de energia elétrica. ‘‘Há uma predisposição para ajudar o Brasil’’, afirmou ontem, em Assunção, o chefe de imprensa paraguaio de Itaipu, Abel Gimenez Toledo.
Segundo ele, na reunião do conselho de Itaipu, que será realizada na sexta-feira, no Centro de Produção, em Foz do Iguaçu, o Brasil deve oficializar o pedido para rebaixamento. ‘‘Por enquanto, só sabemos pelos jornais’’, disse Toledo. O diretor paraguaio, Federico Zayas, que se recuperou de problemas de saúde, vai participar da reunião. ‘‘Ele (Zayas) já manifestou a melhor boa vontade para ajudar’’, disse Toledo.
O chefe de Imprensa disse não acreditar que o ministro de Obras Públicas e Comunicações paraguaio, Alcides Jiménez, tenha dito que o rebaixamento do lago seria prejudicial ao seu país, conforme divulgou o jornal ABC Color, no dia 22. ‘‘Foi um alto funcionário do ministério que disse isso e não o ministro’’, afirmou Toledo.
A direção brasileira de Itaipu prevê que o reservatório comece a ser rebaixado em agosto, repetindo um fato já acontecido em fins de 99 e início do ano 2000. Naquela época, houve redução de 4,8 metros e começaram a aparecer ruínas de vilarejos encobertos pelas águas. A previsão é de que, este ano, o rebaixamento seja maior.
Por ser a última das 48 usinas existentes na bacia do Rio Paraná, Itaipu opera a fio d’ água, isto é, foi projetada para utilizar toda a água que chega para gerar a energia. Para produzir os cerca de 11 mil megawatts diários de energia, ela precisa que entre no reservatório entre 10 e 11 mil metros cúbicos por segundo.

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