Arquivo FolhaGato por lebreCamelôs e lojas paraguaias vendem produtos falsificados que entram no Brasil pelos sacoleiros: produtos recebem adesivos das marcas mais procuradas FOZ DO IGUAÇU - O Ministério da Indústria e Comércio do Paraguaianunciou ontem que lançará no início de fevereiro uma campanha de combate a pirataria de marcas e produtos. A intenção do governo paraguaio é envolver a população nessa operação. Lojas e camelôs vendem, em Assunção e Ciudad del Este, produtos falsificados que entram no Brasil pelas mãos dos sacoleiros.
As principais marcas brasileiras poderão ser beneficiadas com a campanha. Segundo o vice-ministro de Indústria e Comércio, Darío Peralta, o Paraguai quer ser excluído ainda este ano da lista negra da pirataria, divulgada regularmente pelos Estados Unidos. ‘‘No caso da situação piorar, nosso país está sujeito à perda dos créditos de organismos internacionais’’, justificou Peralta.
O Paraguai recebe mensalmente centenas de conteinêres com vídeocassetes, aparelhos de som, tevês, eletroeletrônicos e outros produtos que chegam falsificados dos próprios países de origem. Em Ciudad del Este, ao lado de Foz do Iguaçu, esses produtos recebem adesivos e etiquetas das marcas mais procuradas pelos consumidores. O vice-ministro explicou que a campanha terá duas etapas: uma operativa e outra educativa.
A operativa consiste no recolhimento dos produtos falsificados, até com a intervenção dos governos dentro das lojas. Comerciantes de Ciudad del Este acreditam que a medida drástica poderia trazer transtornos, mas encaram a realidade. A segunda etapa, sob a coordenação do Conselho de Proteção da Propriedade Intelectual será totalmente educativa. ‘‘Vamos conscientizar vendedores e o resto da cidadania sobre a importância dos direitos de marcas e patentes’’, informou Peralta.

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