Parada para revisão
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 


Com as festas de fim de ano, chegam dias de folga no trabalho e muita gente celebra Natal e Ano Novo com familiares de outras cidades ou na praia. Porém, para que a comemoração não vire dor de cabeça, o ideal é sair em viagem com o carro em dia, depois de passar por uma boa revisão. Para profissionais das oficinas, além de evitar acidentes, a prevenção contra falhas é mais barata que o conserto após o veículo apresentar problemas.
Antes de pegar a estrada, o ideal é levar o veículo para verificar itens como válvula termostática, correia dentada, condição dos freios, dos pneus e suspensão e, se necessário, trocar o óleo do motor.
O sistema de resfriação é apontado como um vilão silencioso pelo dono de oficina mecânica Nelson Aguiar, da Elial. "Pode ver que, quando passa na estrada, os carros parados estão com capô aberto. É para fazer refrigeração", diz. Ele também ressalta a importância de rever faróis, hoje obrigatórios nas rodovias mesmo durante o dia, e a luz de freio.
O sócio-proprietário da Auto Center Bandeirantes Thadeu de Oliveira Beraldi indica outros pontos que, mesmo simples, passam despercebidos pelo proprietário, como checagem do nível da água do motor e calibração do estepe, que podem ser feitos regularmente.
Verificar o desgaste do pneu também é importante. De acordo com Beraldi, é possível checar pelo indicador de desgaste de rodagem, ou TWI (sigla para Tread Wear Indicator), uma pequena elevação nos sulcos do pneu. Quando a borracha chega na altura desta elevação, o pneu está careca. "Neste caso, orientamos a trocar ou não sair para viajar", explica. O desgaste também tem de ser homogêneo em toda a banda de rodagem e, se não for, é indicativo de desalinhamento e pode até levar à necessidade de troca.
ÚLTIMA HORA
Nelson Aguiar avisa que, como os automóveis são bem mais utilizados hoje, a revisão deve ocorrer, ao menos, uma vez ao ano. Para Beraldi, se o veículo for muito utilizado, o ideal é reduzir o intervalo de seis em seis meses.
Uma dica: se você está pensando em viajar, não deixe a revisão para a última hora. Além de correr o risco de não encontrar uma vaga, o ideal é rodar um pouco com o carro para verificar se está tudo OK após a manutenção. Afinal, quem melhor conhece o comportamento do automóvel é o proprietário, que pode procurar a oficina caso sinta algo de estranho. "Podemos trocar uma peça e ela apresentar problemas, então, é melhor descobrir enquanto ainda está por perto", afirma Beraldi.

Mais barato
Os mecânicos afirmam que não é possível fazer estimativa de um custo médio para a revisão veicular, porque os gastos variam de acordo com a marca, com o ano de lançamento e com a utilização. "E com o motorista, porque, dependendo do uso, pode desgastar mais as peças", diz Luiz Carlos Lúcio de Souza, também proprietário da Bandeirantes.
O que todos concordam é que a prevenção é ainda o meio mais econômico de manter o carro em ordem. Nelson Aguiar cita como exemplo a necessidade de revisão de freios. Quando feita entre os 10 mil km e 15 mil km rodados, normalmente só é feita a troca da pastilha. Porém, após a quilometragem sugerida, pode afetar os discos, campana e até o óleo do freio que tem de ter revisão anual, também. "Se não fizer no momento certo, acaba prejudicando outros itens que são mais caros", avisa.
Thadeu Beraldi ilustra com outro cenário: a troca de óleo e de filtros, para veículos de passeio, custa entre R$ 100 e R$ 150. Rodar com lubrificante vencido ou com ele abaixo do mínimo recomendado pode danificar o motor e fazer um novo custaria de R$ 2,5 mil a R$ 5 mil. Um vazamento pequeno no cárter também pode levar o motor a fundir e o conserto, afirma Beraldi, custaria cerca de R$ 10.


