Brasília Em decorrência da pressão da Vasp nos gabinetes de Brasília por igualdade de tratamento, a Infraero decidiu exigir também da Varig o pagamento antecipado para operar nos aeroportos brasileiros. A partir de 1.º de novembro, se a Varig não pagar ou renegociar os R$ 330 milhões que deve à Infraero, terá de pagar, antecipadamente e diariamente, como faz a Vasp desde ontem, todas as taxas aeroportuárias e de operações.
Mas a Infraero rejeitou a ''nova'' proposta apresentada pela Vasp ao Ministério da Defesa de parcelamento, em seis vezes, da dívida de R$ 11 milhões contraída só nos últimos três meses. De acordo com informações da empresa aeroportuária, essa proposta já havia sido apresentada e descartada.
O ultimato dado à Vasp entrou em vigor ontem. Para utilizar os aeroportos administrados pela Infraero, a companhia teve de pagar antecipadamente R$ 63 mil. Essa operação bancária terá de ser feita a cada dia. O cálculo da Infraero foi feito com base nas operações da companhia nos últimos dias, depois da redução da malha de vôos pela Vasp. Os R$ 63 mil correspondem à taxa diária de operação da ordem de R$ 2 milhões por mês.
Pedido Um grupo de cerca de 20 funcionários da Vasp protocolou ontem, no Palácio do Planalto, um abaixo-assinado no qual pede que o governo federal trate da mesma forma todas as empresas aéreas do país numa referência às negociações com a Varig, também endividada com a União. O documento pede ''dilatação no prazo de pagamento de dívidas''. O grupo também saiu em defesa do proprietário da empresa, Wagner Canhedo. Os funcionários contaram com o reforço da atriz Elizabeth Savalla. ''É preciso enaltecer o trabalho de incentivo cultural da Vasp'', disse a atriz. (Com Folhapress)

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