O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, disse que o brasileiro não precisava passar por esse tipo de humilhação ao ter que aceitar dinheiro de fora do País para resolver seus problemas. ‘‘O capital que precisa ser atraído é o produtivo e não o especulativo’’, disse ele, ao lembrar que ‘‘a humilhação só será medida quando soubermos de que forma teremos que pagar esse empréstimo’’.
Segundo ele, há outras formas do governo brasileiro conseguir dinheiro. Uma delas, em sua opinião, seria a suspensão temporária do pagamento da dívida externa. ‘‘O dinheiro que é enviado para fora o governo deveria investir em saúde e na produção’’.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, disse que a ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) não vai alterar a atual situação do País caso o governo mantenha a política de reduzir os juros em velocidade baixa. Segundo ele, o governo já contava com essa ajuda quando previu um crescimento de apenas 1% do PIB para o próximo ano. Em sua opinião, o governo deveria adotar um conjunto de medidas que façam com que os juros cheguem aos patamares de antes da crise no máximo até abril.

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