Para USDA, potencial brasileiro é ilimitado
Para se ter uma idéia do ''monitoramento'' da produção brasileira por parte do USDA, o relatório produzido pelo órgão sustenta que o potencial de expansão da produção de soja é ilimitado, se o Brasil investir em infra-estrutura (estradas e modeloss mais econômicos de escoamento da produção) e avanços tecnológicos. No relatório, os técnicos norte-americanos acentuaram que o crescimento da produção ocorreu com a ocupação de novas áreas como Centro-Oeste, Norte e Nordeste do País e também devido à capacidade empreendedora dos produtores brasileiros.
Além da expansão da fronteira agrícola, outro fator otimista é o baixo custo de produção. Um estudo feito pela empresa de consultoria Agroconsult, citada no estudo da Faep, a soja da safra 02/03 produzida no Mato Grosso custou US$ 6,48 a saca. Enquanto isso, a soja produzida nos Estados Unidos, custou quase o dobro, ou seja, US$ 12,08 a saca.
Por todos esses fatores, a previsão do USDA é que a produção brasileira de soja poderá crescer ainda mais, entre 35% e 45%, nos próximos 7 anos. No Brasil, as previsões não são tão otimistas. De acordo com a economista da Faep, ainda persistem entraves como a falta de tradição em negociação para abertura de mercados (barreiras tarifárias e não tarifárias) e a incidência de tributos sobre a produção que comprometem a competitividade brasileira. Para Gilda Bozza, os principais desafios para o País estão na diminuição dos custos de logística, a realização da reforma tributária e a redução de práticas protecionistas de outros países.





