Para trabalhar, tem que passar no vestibular
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Victor Lopes<BR> Reportagem Local 
Um vestibular interno, que dá oportunidade para a empresa realizar um plano de carreira eficiente com os seus funcionários. Essa é a estratégia do grupo londrinense de farmácias Vale Verde para enfrentar a falta de mão de obra capacitada no mercado de trabalho. O intitulado ''Projeto Trainee'' dá a chance para que os colaboradores de cargos base (entregador, caixa) possam crescer até cargos de maior responsabilidade, como a gerência das lojas.
Para que esse processo não seja realizado de forma injusta, a empresa criou uma espécie de vestibular - O Vest Verde - que acontece de seis em seis meses e seleciona uma média de 30 empregados por turma. ''Quem é aprovado nos testes passa por um treinamento técnico de meio ano que o capacita a atender o cliente diretamente'', explica Francieli Regiane Baggio, gerente de Recursos Humanos da empresa.
Um aspecto diferenciado do treinamento é que durante o curso apenas os mais dedicados permanecem nas aulas. A tolerância é de apenas três notas abaixo da média estipulada. ''São selecionados os mais capacitados para o preenchimento das vagas. O curso é bem técnico, de 152 horas, sendo que os professores são os próprios farmacêuticos'', diz a gerente de R.H.
Depois de passar pelo vestibular e o curso, ainda há um pequeno estágio, que é acompanhado por profissionais da Vale Verde, inclusive com a entrega de relatórios e uma avaliação final. ''É uma necessidade da empresa devido à falta de mão de obra e também para desenvolver seus funcionários. Há casos aqui de entregadores que se tornaram gerentes'', exemplifica Francieli.
Com o Projeto Trainee implantado desde 1999, já passaram pelas salas de aula da Vale Verde cerca de 600 funcionários, com muitos deles já alocados em novos cargos. ''Os funcionários ficam bem interessados em participar, tanto que no último vestibular tivemos cerca de cem inscritos. Até formaturas são realizadas'', completa Regiane.


