Para taxistas,
‘época de ouro’
chega ao fim
Ney de SouzaJosé Castro, ex-agricultorCentenas de motoristas que atendem exclusivamente os sacoleiros brasileiros em Ciudad del Este devem ficar sem trabalho a partir do momento em que as medidas apresentadas pelo governo forem colocadas em prática.
É o caso de José Castro, 44 anos, brasileiro naturalizado paraguaio há 35 anos, que começou a vida em Ciudad del Este como agricultor. Com a instabilidade econômica do País atingindo o campo, ele mudou para a cidade em 1995, na tentativa de aproveitar o auge da venda de produtos importados.
Hoje, trabalhando como funcionário de uma empresa que mantém dezenas de táxis circulando na fronteira, Castro avalia as novas medidas com aparente tranquilidade. Para ele, a atual crise no comércio paraguaio (provocada pela desvalorização do real frente ao dólar) demonstra que a época de ouro está chegando ao fim. ‘‘O movimento está cada vez menor e a crise continua aumentando nos dois países. Não sei o que vou fazer se estas mudanças acontecerem’’, analisou.
O taxista possui cinco filhos e ganha diariamente R$ 20,00. Ele disse que muitos motoristas estão perdendo o emprego e que ninguém sabe que será o próximo a ser demitido. ‘‘Estou preocupado com os meus amigos que trabalham aqui.’’ (E.D.)

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