Para Sindicombustíveis, lucro é abusivo
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quinta-feira, 10 de agosto de 2000
Cláudia Lopes De Londrina 
As margens de lucro de R$ 0,30 praticadas por alguns postos de Londrina são consideradas exageradas pelo presidente do próprio sindicato dos postos, o Sindicombustíveis/Pr, Roberto Fregonese. Ele disse ontem à Folha que, se os estabelecimentos continuarem trabalhando com preços altos, vão ter todas as baterias apontadas para eles.
Em Londrina, os postos vendem o litro da gasolina entre R$ 1,63 e R$ 1,67 e, do álcool, de R$ 1,03 a R$ 1,07. Ontem, alguns postos pesquisados pela Folha baixaram timidamente o preço da gasolina em R$ 0,01.
Roberto Fregonese disse que vai entrar hoje em contato com a delegacia do Sindicombustíveis de Londrina a fim de passar a orientação para que os donos postos refaçam suas planilhas. Eles têm que provar no papel que não sobreviveriam com a margem de R$ 0,15, determinada pelo governo, afirmou Fregonese. Londrina é uma cidade de extremos. Num momento, os postos trabalham com margens pequenas como R$ 0,05 e que são inexplicáveis. Depois, adotam margens de R$ 0,30.
Ele lembrou que a revenda deve visar primeiro o consumidor. O mercado não aceita uma margem de R$ 0,30. Com esta margem, teremos problemas com os consumidores e com o governo federal, disse. Em Curitiba, os preços oscilam entre R$ 1,422 e R$ 1,499. O coordenador do Procon em Londrina, Rogério Marçal, disse estar de mãos atadas já que o preço do combustível é livre. Não recebemos nenhuma determinação oficial do governo para agir.
FlagranteAlguns postos de Curitiba têm sido flagrados cometendo irregularidades na forma de comercializar combustível, conforme estabelece a nova lei, regulamentada há um mês. Um posto que tenha a bandeira de determinada distribuidora só pode comprar combustível desta companhia. Mas a foto entregue ontem à Folha evidencia que o posto Petroal, que leva a bandeira Esso, adquiriu combustível da distribuidora Uni. A foto, de autoria desconhecida, circulou ontem pela ExpoService Feira Internacional de Fornecedores para Lojas de Conveniência e Postos de Serviço. O dono do Posto Petroal, Paulo Fernando da Silva, disse que a foto foi tirada quando a lei não obrigava a fidelidade com a bandeira. (Colaborou Carmem Murara)


