Para Sindicombustíveis, acordo foi frustrante
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de janeiro de 2006
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
O acordo firmado quarta-feira entre usineiros e o governo federal, que baixa de R$ 1,08 para R$ 1,05 o preço do litro do álcool anidro - misturado na gasolina - nas usinas deve trazer um resultado ''pífio'' aos consumidores. Essa é a opinião do presidente do Sindicombustíveis/PR, Roberto Fregonese. Segundo ele, para os consumidores o preço da gasolina deve baixar R$ 0,04 e o preço do álcool R$ 0,01. Além disso, essa ''redução'' não será imediata.
''Esse acordo foi frustante. A redução será muito tímida, o consumidor nem vai perceber'', avalia Fregonese. O presidente do Sindicombustíveis/PR ainda lembrou que o preço do álcool hidratado não foi incluído no acordo. Segundo Fregonese o custo do álcool hidratado para os postos está na faixa de R$ 1,74, que pode ser comprovado através das notas fiscais. Devido a esse valor, postos e também distribuidoras trabalham com margem pequena de lucro. ''Os lucros maiores ficam com o governo e com os usineiros. É um absurdo o valor dos tributos cobrados. Por que o governo não reduziu o valor dos impostos para contemplar o consumidor?'', questiona.
Safra antecipada - O setor sucroalcooleiro do Centro-Sul produzirá 850 milhões de litros de álcool entre março e abril, antecipando o início oficial da safra 2006/07 que ocorre em maio, para evitar que os estoques limitados do produto acabe criando problemas de abastecimento. Pelas estimativas da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica), se a safra não for adiantada, o Centro-sul chegaria no dia 30 de abril com um déficit de 620 milhões de litros. ''O adiantamento da safra foi uma das medidas acordadas com o governo na reunião de quarta-feira para contribuir para que os preços fiquem mais estáveis'', disse Eduardo Pereira de Carvalho, presidente da Unica. (Com AE)


