Para sindicato, prática dá margem de segurança
Curitiba - O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), que representa as grandes companhias aéreas brasileiras, justifica em seu site que o overbooking é feito pelas companhias como uma margem de segurança e que é necessário para a sobrevivência econômica das mesmas. Isso porque, segundo a entidade, como as passagens aéreas têm validade por um ano (mesmo que tenho sido comprada para um vôo específico), muitos passageiros não comparecem ao vôo que reservaram e usam a passagem em outra oportunidade.
Segundo o Snea, esta prática é usada principalmente por pessoas que viajam com frequência. Elas compram passagem em diversas companhias, no mesmo horário e para o mesmo destino, para não correr o risco de ficar sem viajar na última hora (justamente pelo medo do overbooking). A questão, segundo o sindicato, é que elas entram em um vôo e não cancelam sua reserva nos outros. E como as companhias não querem viajar com assentos vazios fazem mais reservas que o número de poltrona para driblar esta prática.
O site do Snea lembra que os passageiros que não comparecem e não desfazem a reserva podem usar a passagem em outra oportunidade sem qualquer punição já que legislação não prevê isso.
A reportagem da Folha procurou o DAC e o Snea para esclarecer, portanto, porque a legislação não prevê ao menos uma multa ao passageiro que não aparece quando for usar novamente a passagem o que inibiria a prática , mas recebeu a resposta que não havia ninguém disponível para falar sobre o assunto em nenhum dos órgãos. (A.B.)





