"Uma crise sem precedentes no Brasil no período republicano". Esse é o diagnóstico na avaliação da secretária do Tesouro Nacional (STN), Ana Paula Vescovi, que veio à Federação das Insdútrias do Paraná (Fiep) no dia seguinte ao primeiro turno de votação da PEC 241/16, que limita os gastos públicos, aprovada na Câmara Federal por 366 votos a favor, 11 contra e duas abstenções.

Imagem ilustrativa da imagem Para secretária do STN, PEC 241 resgatará confiança dos investidores
| Foto: Fiep/Divulgação



Na palestra "Situação fiscal do Brasil e perspectivas", a secretária mostrou por meio de várias séries históricas do STN, a evolução dos gastos primários no país, na última década, que culminou com a disparada na dívida pública do país, que está em 70% do PIB.

Ela admitiu que o processo de convencimento de toda a sociedade é o principal desafio do governo do presidente Michel Temer para que esse plano de longo prazo, concebido para 20 anos e que pode ajustado ao final de 10 anos, consiga promover as mudanças estruturais que o país demanda para se desenvolver de maneira sustentável e em sintonia com as principais economias mundiais. "Não tem saída fácil para a situação em que o país se encontra. Precisamos cumpriar a meta deste ano e mostrar ao mercado nossa disciplina e realizar o ajuste fiscal para ganharmos confiança", destacou.

Pelas projeções da STN, a PEC do teto deve ancorar a política fiscal do governo Temer e conseguir reduzir em 4% do PIB as despesas primárias até 2025. "Não teremos efeitos imediatos. Pelo que projetamos, antes de reverter esse quadro chegaremos a um endividamento público de 80% do PIB em 2017", ponderou Ana Paula.

"Esse é o caminho, primeiro o país precisa acertar suas contas. E a secretária repetiu hoje o mesmo entendimento da situação que ela sinalizou na semana passada. Essa transmissão de responsabilidade para a comunidade internacional é fundamental no resgate da confiança e dos investimentos de fora, uma vez que a poupança no país é muito baixa para conseguirmos outra maneira de financiar essa retomada", atestou o presidente da Fiep, Edson Campagnolo.

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