Para Sardenberg, não há crise de confiança
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quarta-feira, 16 de outubro de 2002
Agência Estado 
Brasília O secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rubens Sardenberg, avaliou que a forte demanda dos investidores por títulos nos dois leilões de anteontem é um sinal de que não há crise de confiança com relação aos papéis do Tesouro. Na sua avaliação, o resultado reforça a percepção de que não há problemas de crédito para os títulos do Tesouro. Há tomadores para a nossa dívida, disse.
Oo secretário revelou que a demanda pelos papéis do Tesouro chegou, em cada um dos dois leilões, a R$ 5 bilhões, o equivalente a 3,5 milhões de títulos. Tivemos uma agradável surpresa com a demanda pelas LFTs, admitiu.
Sardenberg insistiu que a dívida interna não é um problema e que não há risco de o próximo governo ser obrigado a reestruturá-la. Não tenho dúvida. Não há o menor risco de isso acontecer, afirmou.
No primeiro leilão de terça-feira, o Tesouro ofertou 500 mil LFTs (títulos pós-fixados) com dois vencimentos: 18/12/2002 e 22/01/2003. Como a demanda foi expressiva, o Tesouro aproveitou a oportunidade e, no início da tarde, ofertou mais um milhão de LFTs com os mesmos vencimentos.
Com a decisão da segunda-feira do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa Selic de 18% para 21% ao ano, o Tesouro deixou de ofertar títulos prefixados (LTNs), que vinham sendo vendidos nos últimos meses, e voltou a ofertar as LFTs. Com a elevação dos juros básicos, há naturalmente uma redução da demanda por títulos prefixados e elevação dos prêmios pedidos pelo mercado para comprar esses papéis.
Sabíamos que em momentos como este no mercado os prêmios pelas LTNs sairíam muito elevados. Nessas situações, as LFTs são mais bem aceitas porque têm proteção em relação às oscilações da taxa de juros, ponderou.


