Arquivo FolhaRizkallah, presidente da Bovespa: ‘‘Termômetro da economia’’Com a aprovação da reforma da Previdência e a expectativa de ajuda de US$ 45 bilhões do FMI e países ricos ao País, os estrangeiros começam a voltar, lentamente, à Bolsa de Valores de São Paulo. ‘‘Quem tinha de sair já saiu’’, diz o presidente da instituição, Alfredo Rizkallah. Segundo ele, há hoje cerca de US$ 15 bilhões em recursos externos na Bolsa distribuídos por cerca de 2.500 contas. ‘‘Embora o volume seja aparentemente grande, ele está dividido de tal forma que só teríamos mais saídas caso os estrangeiros resolvessem liquidar as contas. Não é esse o objetivo’’. No primeiro semestre do ano passado, havia US$ 35 bilhões. Mas a crise asiática, de outubro do ano passado, aliada à crise com a moratória russa, em agosto último, provocaram uma forte saída de dólares da Bolsa de São Paulo. ‘‘Os estrangeiros tiveram de resgatar seus recursos de países emergentes porque eles perderam em países emergentes. Daí não adianta dizer que o Brasil é diferente da Rússia, porque para eles é a mesma coisa’’.
‘‘O fator externo determinou uma redução brutal de liquidez no País para as pessoas e para o governo. Tivemos uma saída substancial de recursos e só agora estamos no início de um restabelecimento de liquidez internacional, afirmou Rizkallah. Segundo ele, a Bolsa é um termômetro da economia. ‘‘Quando você começa a perceber melhoras gerais, a Bolsa dá sinais positivos.’’

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