O engenheiro agrônomo Luiz Penteado Figueira de Mello começou a idealizar o Arco Norte em 2005 quando era presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), na gestão do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT). Também trabalhou pelo projeto quando integrou a Coordenadoria da Região Metropolitana de Londrina (Comel) e a Secretaria Estadual de Planejamento.
Mesmo não ocupando cargo público atualmente, ele continua a acompanhar as reuniões do Arco Norte. ''A ideia sempre foi a de um plano de gestão para a região que envolve uma população de um milhão de pessoas'', conta.
De acordo com ele, o empobrecimento da região norte foi o que o motivou a desenvolver a proposta. ''Somente nos municípios que compõem o Arco Norte, há cerca de 15% de habitantes vivendo abaixo da linha da pobreza'', ressalta. O projeto, para Figueira, é uma chance de a região recuperar o que vem perdendo nas últimas décadas.
Ele ressalta que, em 2005, recebeu no Ippul uma comitiva da Aeronática, que estava prospectando uma área para a implantação de um aeroporto. ''A equipe visitou desde Cornélio Procópio até Maringá'', afirma. Depois de visitar vários terrenos, a Comitiva teria considerado a área próxima à Mata dos Godoy como ideal. ''Eles ficaram muito felizes quando conheceram o terreno porque tem as melhores condições para a obra, inclusive no tocante aos ventos predominantes'', ressalta.
Para Figueira, o projeto poderia estar numa fase bem mais avançada. ''Em 2006, tudo estava fluindo para acontecer'', declara. Naquele ano, os prefeitos da região assinaram um termo para formação de um consórcio do Arco Norte. ''Mas o prefeito Nedson Micheleti ficou receoso de assinar achando que Londrina teria muito ônus com a iniciativa e o governador (Roberto Requião) acabou também não assinando'', lamenta.
De acordo com o idealizador, é preciso urgentemente estabelecer um modelo de governança para o Arco Norte. Por enquanto, somente a Acil e a Sociedade Rural formalizaram uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para tocar o projeto. ''Temos de ter um consórcio que envolva o Poder Público e a iniciativa privada de toda a região'', afirma.
Figueira também acredita que um dos maiores desafios é vender o projeto como estratégico para o País e não somente para a região. Ele diz ainda que o Arco Norte não pode ser visto apenas como oportunidade de negócio. ''Tem de ser encarado como um plano de desenvolvimento sustentável'', declara.

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